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Feira pelo "Não"

Segunda-feira, 12.02.07

"Os feirenses repetiram a votação de há oito anos, dizendo “não” à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Contrariando os resultados nacionais, Santa Maria da Feira esteve com o “não”, que venceu em 28 das 31 freguesias. Só em Mozelos, em Mosteirô e em S. Paio de Oleiros o “sim” ganhou e, mesmo nesses casos, com uma diferença mínima." in Terras da Feira

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Porque "sim"... II

Quinta-feira, 08.02.07

Ana, 14 anos. Maria Ester, 32. Lisete, 36. Partilharam em comum a história de um aborto clandestino mal feito que as levou à morte. Já depois de 1998, o ano em que os portugueses disseram "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. "É preciso ter respeito por estas mulheres e sem medo dizer que o aborto clandestino mata em Portugal", afirmou Vasco Freire, mandatário do Movimento Médicos pela Escolha.


Um único relato foi feito na primeira pessoa sobre a ineficiência da actual lei, mesmo quando a interrupção é ditada por razões médicas. Uma professora de biologia do ensino secundário, de nome Catarina Sá Leal, que engravidou de gémeos verdadeiros, tendo sido diagnosticado uma malformação profunda num dos fetos (falta de cerebelo) às 20 semanas de gestação. "A minha gravidez desejada tornou-se indesejada. Não queria ser mãe de uma criança profundamente deficiente", disse aquela mãe. Queria levar por diante o feto saudável, mas os entraves foram tantos no acompanhamento que lhe foi prestado no Hospital de Santa Maria que... "Fui a Madrid fazer essa interrupção em segurança. Bem!.. Em segurança, quando a viagem correspondia a um perigo de aborto espontâneo e a perda do outro feto. Em Madrid tive vergonha de ser portuguesa." Catarina pediu ali mesmo, com os médicos pela escolha à mão, que pensem nas modificações que terão que ser feitas no pós 11 de Fevereiro, caso o "sim" ganhe, para que estas situações fiquem contempladas. " E para que mais ninguém sofra o que eu sofri!"


A médica Maria José Alves lembrou um caso ainda mais dramático que marcou o seu percurso profissional. O de Natália, moça de 21 anos, que desde pequena sofria de uma doença grave. Engravidou e os médicos subestimaram o risco de sua vida. "Ela dizia: eu quero é viver. Natália morreu, porque nós, os médicos decidimos por ela", frisou a obstetra.


É por esse, e por tantos outros casos, que quer ver mudar a lei. "Acabar com este mal-estar que me persegue por ter que virar as costas a tantas mulheres."


Mulheres como as que o assistente social em Campanhã, José António Pinto, condenado a 45 dias de prisão no julgamento da Maia, por encaminhar várias das que lhe pediam para interromper a gravidez, se recusa "a abandonar".


Ele que convive com elas todos os dias, conhece os dramas do seu bairro do Lagarteiro, onde o desemprego de longa duração, a toxicodependência, o abandono escolar e a criminalidade andam de mãos dadas num "território de exclusão" que propicia a gravidez indesejada. "Se eu não as ajudasse, sabia que elas metiam uma agulha no útero e iam morrer nas mãos de habilidosas que fazem desmanchos." (in DN)

EU VOTO SIM.

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Não ao aborto...

Quinta-feira, 01.02.07

Plataforma Não Obrigada
Federação Portuguesa pela Vida
Mulheres em Acção


Este sábado dia 3 de Fevereiro realiza-se uma sessão de esclarecimento sobre o aborto na cave do Centro Paroquial de Arrifana com início às 21h30.

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Porque "sim"...

Quarta-feira, 31.01.07

..."ainda se enfiam agulhas de tricô" em pleno centro do Porto

 

"Tenho a consciência tranquila, sabe? Porque se não tivesse ajudado aquelas mulheres elas iam meter agulhas até ao útero para abortarem. Há quem pense que isto das agulhas já não existe, que o raminho de salsa [enfiado na vagina até ao colo do útero] já não existe. Existe, pois! Todos os dias acompanho gente que vive em bairros de miséria. Essas pessoas não vão a Espanha! Nem tomam Cytotec. Enfiam agulhas de tricô, sim. Atiram-se pelas escadas abaixo, sim."


As palavras, como rajadas, pertencem a José António Pinto, assistente social da Junta de Freguesia da Campanhã, Porto, um dos envolvidos no famoso julgamento da Maia, que sentou 43 arguidos no banco dos réus, e em que uma enfermeira-parteira foi condenada a oito anos de prisão. José Pinto confessou que sim, encaminhava as mulheres para aquela morada. "Mulheres que viviam no limiar da condição humana. Que não podiam ter mais um filho porque já nem comer tinham para dar aos outros." Foi absolvido, os magistrados não acreditaram que angariasse mulheres e recebesse dinheiro pelos abortos. As próprias mulheres confessaram que José Pinto as tentava demover, mas que a vida já tinha decidido por elas.


Por conhecer tão bem a pobreza, indigna-se quando ouve os movimentos pelo "não" assumirem-se "pela vida". Como se quem aborta fosse "pela morte". "Eu também sou pela vida! Mas pela vida em abundância, pela vida desejada e com condições." Hoje, as mulheres procuram-no menos, para pedir esse tipo de ajuda. "Têm medo de me prejudicar." E, por isso, vão a uma conhecida senhora de um bairro no centro do Porto (igual a tantas outras de outros bairros) que lhes abre as pernas e enfia ramos de salsa. Ou então, as que podem pagar, vão a uma ainda mais conhecida clínica perto de Aveiro.

 
A clínica, essa clínica do centro do país, é aquela a que mais mulheres portuguesas recorrem, logo depois da Clínica dos Arcos, em Badajoz. As contas apontam para 500 a 600 abortos por ano. Cá fora, no parque de estacionamento, há rapazes e raparigas que se olham, quem sabe procurando ainda outras soluções. Alguns são muito novos, as borbulhas tão acesas como as hormonas, os corpos quase infantis. Há meninas de olhar assustado acompanhadas pelas mães.


A clínica tem muitas especialidades, mas há um vai-e-vem de mulheres que, na conversa com o psicólogo, explicam as razões para a inviabilidade daquele filho. O director da clínica garante que as interrupções são feitas à luz da lei, que possibilita o aborto nos casos em que a gravidez seja uma ameaça à saúde física ou psíquica da mulher. E ali, o factor psíquico é determinante. Uma carta do psicólogo atesta o perigo. A ecografia (feita sem o cuidado de ocultar a imagem do embrião dos olhos de quem o carrega) certifica as semanas de gravidez. O procedimento é feito, numa sala sem luxos nem sofisticações, numa marquesa com estribos e uma tina de metal no meio. Paga-se um mínimo de 550 euros, e trocam-se poucas palavras, muito poucas palavras. No final, uma enfermeira vem para acariciar os cabelos, ajeitar os cobertores, "sim, o frio é normal", e carregar na barriga, "para ajudar a limpar o útero". Sai-se uma meia hora depois, com uns comprimidos para tomar e uma vida para prosseguir.
(in DN)

 

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Aborto...?

Segunda-feira, 22.01.07

Inacreditável, em Portugal luta-se por uma lei a favor do aborto e em França luta-se por acabar com a mesma lei que hoje queremos alguns de nós pela liberdade de escolha. Em França, os 30 anos parece chegar para constatarem que se precisa de crianças. A natalidade tem diminuído, e não é desta forma que se resolvem estas questões. O mais importante seria o governo incentivar os casais a terem mais do que um filho, dando-lhes condições de vida e nunca proporcionando o aborto quando se chega à conclusão que mais uma boca não se pode criar. O nível de vida a que chegou a maioria das pessoas é um dos factores que leva muitas das vezes gente considerada com posses a recorrer ao aborto.

 

 

“Milhares de pessoas protestaram hoje em Paris contra o aborto numa manifestação convocada pelo movimento francês «30 anos: já chega!» em que participaram delegações de vários países europeus, incluindo Portugal, noticia a Lusa.

Os manifestantes, cerca de 15.000 segundo os organizadores e entre os quais se contavam várias famílias com crianças, observaram cinco minutos de silêncio «em homenagem às crianças que não têm a oportunidade de viver».

Desfilando pelas ruas de Paris atrás de uma longa faixa onde se lia «Pelo respeito pela vida», vários manifestantes brandiram cartazes brancos com as inscrições: «salvemos os bebés por nascer», «não os matem» e «sem crianças não há reformas».

Paul Ginoux Defermont, membro do colectivo que organiza a manifestação, disse à Agência Lusa que «vários portugueses» participaram no protesto, entre os quais o presidente da Associação Mais Família, José Pedro Assunção, e a mulher.

Apoiado pela Confederação das Associações Familiares Católicas, o protesto de hoje foi convocado pelo colectivo «30 ans: ça suffit» (30 anos: já chega!), criado no início de 2004 por ocasião dos 30 anos da lei que autoriza a interrupção voluntária da gravidez em França.

O colectivo «30 ans: ça suffit» exige a anulação da lei, «grandemente responsável por 220.000 abortos feitos anualmente» em França, e «a penalização das pressões exercidas sobre as mulheres grávidas para que abortem».” In PortugalDiário

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Cartoon

Terça-feira, 16.01.07

Cartoon de Rui Pimentel na visão em 11 de Janeiro

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Quanto custa o aborto?

Domingo, 14.01.07

O aborto vai custar entre 7,2 e 10,8 milhões de euros por ano, se o «sim» vencer o referendo sobre despenalização, segundo uma estimativa do ministro da Saúde, Correia de Campos, citada pelo jornal Expresso.


”O ministro estima que os abortos realizados em Portugal rondarão, anualmente, os 23 mil, um número que serviu de base para calcular os custos.”

Para saberem fazer este cálculo, tiveram de basear-se em suposições, logo, o aborto existe, é feito e todos nós sabemos que destes 23 mil a maioria são feitos ilegalmente sem condições ou noutros países.

 

“Para chegar aquela previsão, o ministro baseou-se em estimativas da Associação para o Planeamento Familiar - segundo a qual terão sido feitos, em 2006, cerca de 18 mil abortos clandestinos - e fez uma comparação linear com Espanha - onde, em 2005, se realizaram 91.664 abortos.”

Basta reflectirmos neste número (18.000 abortos clandestinos) para pensarmos duas vezes antes de dizer não à despenalização. Se na realidade eles existem, por que não existirem com segurança, higiene e com condições sociais mais dignas que levem a um apoio psicológico mais saudável? Pois nunca diga….”Eu sou contra… nunca o faria.” nunca sabemos o dia de amanhã. Quem for capaz de dizer um não com tanta certeza do futuro, que atire a primeira pedra, quem for capaz de dizer que sabe o por quê de o fazerem tantas mulheres, que atire a segunda. Pois esta questão não deveria ser discutida nas bancadas da política, mas sim nas bancadas da sociedade. Que benefícios o governo dá às mães solteiras; às mães que por descuido já vão ter o 5º filho; às mães adolescentes que por falta de informação, experiência de vida…engravidaram; às mães que são abandonadas pelos maridos e/ou namorados quando engravidam? Que segurança tem uma mãe se disser sempre não a tudo? A vida é um jogo, e só ganha quem sabe jogar bem.

 

“«Partindo do valor médio estimado para o preço da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em Espanha, €360, considerando um total de 20 a 30 mil por ano, assumindo que todas as mulheres portuguesas com indicação para a prática da IVG recorreriam ao Serviço Nacional de Saúde ou ao sector convencionado, e mesmo com uma regra de comparticipação de 100%, o custo anual oscilaria entre 7,2 e 10,8 milhões de euros»”, disse ao Expresso.

Problemas com dinheiro? Será esse o problema do governo? Quanto se gastou em estádios de futebol que hoje estão às moscas? Quanto se gasta diariamente em asfalto colocado e levantado passado meses? Quanto se gasta em festas que só dão prejuízo, mas que são bonitinhas aos olhos do “pobo”? Etc

Nestas situações ninguém pensa nos gastos, mas quando se trata de vidas humanas todos discutem quando é que ela começa e quanto se vai gastar em acabar com ela. Concordo quando leio que a vida inicia-se na fecundação, mas discordo dizer-se não ao aborto por motivos exclusivamente sociais e sim quando o tal “ser vivo, a vida humana” é deficiente. Então aí já se pode que não é pecado, essa vida já não é humana, já está dentro da lei matá-la. O trabalho e a má qualidade de vida que esse ser vai dar e ter é justificável e a vida que vem ao mundo para não ser amada, ser abandonada, mal tratada, passar fome, frio e muitas vezes ser abusada, essa vida não pode ser abortada. Amigos, a decisão deve exclusivamente ser de quem quer cometer esse acto, nunca condenada pela sociedade. A lei deve permitir uma decisão da mãe e dar-lhe todo o apoio. “Eu preferia ter sido abortada do que um dia violada” (Expressão de alguém que um dia foi espancada e mal tratada).

 

Estes números contrariam as previsões da Plataforma «Não Obrigada» - de que fazem parte o economista António Borges e a vereadora Maria José Nogueira Pinto - que considera que o aborto vai custar entre 20 e 30 milhões de euros por ano.

PREFEREM QUE CONTINUE A ACONTECER O QUE MOSTRA A IMAGEM?

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Para reflectir...

Sexta-feira, 12.01.07

“Partamos do princípio. Quando começa a vida humana? Hoje, além da ética, a própria ciência tem como provado que a vida humana se forma no momento da concepção. O que ainda não acontecia quando foram promulgadas algumas das leis de despenalização do aborto noutras paragens. A vida e a concepção equivalem-se, porque esta é o início daquela. A partir da concepção existe vida: a vida natural. Cortar a vida constitui sempre um facto antinatural. Aquela vida jamais se repetirá. É a própria biologia que nos diz que o zigoto tem um código genético humano próprio e distinto de qualquer outro. A identidade surge aí, muito antes do nascimento. Fala-se em interrupção da gravidez. Que interrupção? Com a prática do aborto não se interrompe nada. Se fosse mera interrupção seria possível que aquela gravidez pudesse, noutro momento, retomar o seu processo normal. O que não acontece. Nem a mãe jamais reencontrará aquele filho, nesta vida, pelo menos. Não se interrompe: pura e simplesmente mata-se uma vida. Desde a concepção ao nascimento e deste até à morte apenas se assiste a uma evolução permanente da vida humana. A sua distinção em fases é artificial e não tem conteúdo científico. Cada um de nós existe desde o momento da concepção. A vida humana não pode depender de referendos, maiorias parlamentares, acordos partidários de circunstância, mera conveniência dos progenitores, políticas estaduais de controlo de natalidade, interesses de investigação científica, ou quaisquer outros. Mas, quase por absurdo, pela subserviência desta democracia às modas, por unanimidade partidária na Assembleia da República, no novo ano, a vida humana depende de nós. Saibamos estar à altura dessa responsabilidade.”

Paulo Gusmão

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A data agradou a todos

Quinta-feira, 30.11.06

"A data de 11 de Fevereiro foi bem recebida pelos movimentos de cidadãos que vão intervir na campanha do referendo, que vai decorrer entre 30 de Janeiro e 09 de Fevereiro. Tanto a plataforma «Não Obrigada» como os três movimentos anunciados pelo «sim» consideraram que a data escolhida permite o tempo suficiente para o esclarecimento dos portugueses, noticia a Lusa.

A plataforma «Não Obrigada», que agrega vários movimentos pelo «não» à despenalização do aborto, considerou hoje que a escolha de 11 de Fevereiro para realizar a consulta permite «tempo bastante» para uma campanha «com serenidade e elevação».

Para Sandra Anastácio, directora da Ajuda de Berço, uma instituição que se dedica a apoiar mulheres em risco, o debate em torno do referendo «mexe com as emoções mais fortes» das pessoas, daí ser necessário, defendeu, que a campanha decorra «com elevação, coerência e bom senso».

O movimento «Médicos pela Escolha» congratulou-se com a convocação do referendo sobre despenalização voluntária da gravidez anunciada pelo Presidente da República e considerou que 11 de Fevereiro «é uma boa data». «É a data de que estávamos à espera para o referendo. Agora é tudo uma questão de campanha», afirmou à agência Lusa o médico Vasco Freire.

A dirigente do grupo de cidadãos «Em Movimento pelo sim» Natacha Amaro considerou que o dia escolhido pelo Presidente da República para realizar o referendo sobre o aborto, 11 de Fevereiro, «é perfeitamente aceitável. Cumpre os critérios principais de dar tempo suficiente para o esclarecimento e não é uma data crítica como aconteceu em 1998 [em Junho, período de férias]»." In PortugalDiário 

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por sednaa às 14:52

Despenalizar...

Sábado, 18.11.06

Aborto uma questão de facto importante no momento que quanto a mim deve ser discutida nas duas vertentes. Tenho prestado atenção ao tema, e dentro de um conjunto de prós e contras, saliento opiniões.

Neste post vou fazer referências a algumas delas, quer no âmbito político quer social. A (JS) Juventude Socialista já pôs pés ao caminho e segunda-feira vai afixar o primeiro cartaz pelo SIM. A (JS) não espera pelo Partido Socialista (PS) para arrancar com a campanha a favor da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e marca o início da luta pelo «Sim» com a colocação de um cartaz na praça do Marquês de Pombal na próxima segunda-feira, pelas 11:30 horas. O PS "promete" apoiar esta iniciativa, vejamos se com clareza e a divulgação necessária ao entendimento de uma sociedade que está a ver esta questão duma forma deturpada. Infelizmente tenho lido alguns comentários que mostram a falta de informação depreendendo de uma sexualidade pouco responsável. Quando leio observações como: “Agora, o k critico, é o facto de ouvir mulheres dizerem que, se o aborto fosse legal, poderiam estar mais à vontade nas suas aventuras.” Isto é de facto preocupante numa sociedade que aparentemente parece evoluída. Vejamos agora o lado humano de se fazer uma escolha que para muitos é condenável.” Eu sou mãe de dois filhos, e o facto de do meu primeiro filho ter feito logo uma ecografia às 8 semanas e de ver lá o tal feijãozinho, deixou-me a pensar, e realmente o aborto é definitivamente matar uma vida. Apesar de ser apenas algo muito pequeno, está lá e se o deixarmos ir desenvolver-se-á num lindo bebé. Por isso, seja com 3, 4,8 ou 12 semanas trata-se de uma vida que estamos a matar. Não consigo no entanto criticar algumas das mulheres que o fazem, pois sei que numa altura de desespero esta poderá ser a única solução.” De facto não podemos condenar uma mulher que o faça, e já que existe, quanto a mim deverá ser despenalizado com certo rigor e responsabilidade para manter a segurança das pessoas. Sou na generalidade contra o aborto, mas reflectindo, lendo, trocando opiniões, e verificando os riscos que correm milhares de mulheres em Portugal, seria mais justo perante uma sociedade como a nossa que fosse despenalizado e pudesse ser realizado dentro de hospitais creditados e por médicos especializados, mas, sempre dentro de uma regra, abortar com consciência, responsabilidade e assumindo os seus riscos, quer físicos, quer psicológicos. Devo alertar quem lê, que o “Aborto” é sempre uma “cruz” que a mulher irá arcar para o resto da vida, se o fazem que o façam com consciência desse mesmo risco. No entanto, julgo que não deveria ser uma questão política, mas sim social, que não devia ser uma questão religiosa, ou simplesmente conversa de café, penso que é um assunto sério demais para ser discutido desta forma. Um referendo é inútil, não será credível e levará a uma lei de discriminação, em que nem todos terão os mesmos direitos. A despenalização levaria a um acompanhamento médico e a uma maior responsabilidade do paciente. Alertar a sociedade para uma educação sexual mais responsável, isso sim, seria uma grande aposta. Portugal tem jovens pouco maduros, jovens pouco responsáveis, jovens que arriscam tudo por uma descoberta precoce, levando-os ao abismo e ao descontrole das suas emoções. O resultado são, casamentos frustrados, excesso de divórcios, e crianças com famílias pouco estruturadas, separadas e mais uma vez nascimentos desnecessários com "crianças no mundo que não conseguem ser crianças". A família já não existe no seu propósito de união, de equilíbrio e de amor.

Apesar de ser contra o “Aborto”, não condeno a despenalização do mesmo, dentro de um critério bem definido, de uma informação explicita e com futuro para uma reeducação mais profunda  do que é a sexualidade.

 

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