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Integrada/desintegrando

Quarta-feira, 07.03.07

“Miguel (nome fictício) tem nove anos e vive todos os dias o terror de ir para a escola. Aluno do 4º ano, na Escola Básica Sophia Mello Breyner, em Carnaxide foi já vítima de agressões por parte dos colegas de turma, que o ultrapassam não só na idade, mas sobretudo no tamanho.”

Estas são as situações do dia-a-dia, que ocorem nas nossas “modernas escolas integradas”, uma medida inovadora, mas pouco eficiente num país tão pequeno em educação e tão grande em delinquência.

“«O que está mal é deixarem que exista uma escola com alunos da primária até ao 9º ano. A escola diz que olha por ele, mas a verdade é que se não lhe batem cá dentro, apanham-no ao ir para casa», conta a jovem.”

Esta é infelizmente a realidade, as idades são de facto muito diferentes, os ideias, as brincadeiras, a inocência das crianças destorcida no meio da malvadez dos adolescentes. Não consigo perceber o que realmente fazem os psicólogos e pedagogos, que tanto defendem a “criança/jovem” e as suas fases de crescimento, e apoiam estas medidas economicistas estudadas e reflectidas em gabinete.

Estamos a provar o nosso próprio veneno, cá se fazem cá se pagam, e este tem sido o preço a pagar pela incompetência e falta de rigidez perante uma sociedade que se está a tornar “podre” aos olhos de uma Comunidade Europeia.

“A jovem irmã pede para falar com um professor. Timidamente, e consciente das represálias para o irmão Miguel, conta ao PortugalDiário por que foi à escola. «Ele já chegou a casa marcado várias vezes. Ultimamente, andava a roubar dinheiro ao pai para dar aos colegas de turma, para que não lhe batessem», contou a jovem, que pediu para não ser identificada.”

A timidez, resolvida pelo caminho mais fácil, o roubo, uma criança que se desenrasca para sobreviver, é um futuro delinquente, pois mais tarde a vingança vai surgir como forma de se desfazer de um “trauma” vivido durante uma infância controversa.

Está na hora de se agir, iniciar programas de reabilitação de escolas, a escola segura precisa ser reforçada com urgência, e não haver apenas um polícia destacado para “segurar” não uma, mas cinco ou seis escolas existentes em cada localidade, como é o caso da Feira.

Excertos retirados do jornal PortugalDiário

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O Insucesso...

Quarta-feira, 31.01.07

“O número de alunos que não concluíram o 12º ano por chumbo ou desistência aumentou quase 20% entre 1994 e 2004. A subida acentuou-se desde a introdução dos exames nacionais, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Ministério da Educação (ME).” Com Lusa

 

 

Infelizmente, cada vez se prepara pior os alunos do 12ª ano, mas o problema não está aqui, por incrível que pareça, o grande problema reside no 1º ciclo do ensino básico.

Desde que foi possível o aumento do número de alunos por turma, mesmo tendo alunos com dificuldades de aprendizagem comprovadas pelos professores, desde o momento em que as turmas passaram a ser mistas, com mais do que um ano de escolaridade por turma, desde o momento em que o professor da primária teve de ensinar no mesmo tempo lectivo dois ou três anos de escolaridade, que o sucesso começou a ser fictício.

Não hajam dúvidas de que é impossível sucesso numa turma onde a incompatibilidade de matéria é notória dia a dia.

Para melhorar os resultados de insucesso, o ministério ainda “ensinou” os pais a reclamarem constantemente do sacrifício que fazem esses professores no seu trabalho.

Uma outra medida ridícula, foi a implementação do sucesso do 1º para o 2º ano independentemente das aprendizagens dos alunos. Mesmo que um aluno não tenha aprendido a ler, transitará para o 2º ano e claro, nunca mais consegue acompanhar devidamente a turma, andando o reboque do insucesso.

Por incrível, hoje é melhor passar um aluno do que correr o risco de ser chamado de incompetente, passo a explicar.

Um professor que “cisme” em reter um aluno, porque este não obteve resultados positivos, não fez as aprendizagens necessárias à sua passagem e o melhor será repetir para assim consolidar as matérias e vir a ser um aluno de sucesso, não o poderá fazer. Isto não pode acontecer hoje em dia com a naturalidade e autoridade necessária, que precisa ter um professor. Pois este professor, terá de pensar bem, se quer ser chamado de incompetente, porque com mais de um ano na sua turma, com alunos de ensino especial muitas vezes, com o mesmo tempo para ensinar os dois, não teve tempo para acompanhar conveniente este aluno e poderá ser apelidado de mau professor porque não conseguiu fazer deste, um aluno de sucesso. Porque se o pai achar que o melhor é ele passar mesmo sem saber, justificando-se muitas vezes injustamente, que o seu filho foi posto de lado, ele passará. Portugal queixa-se do insucesso no 12º ano porque as provas nacionais não estão adaptadas às realidades curriculares, mas não fez nada para alterar os programas, melhorar as condições de ensino, e levar as famílias a uma maior responsabilidade no sucesso dos seus filhos. Limitou-se a degradar o ensino português, ao ponto de "enxovalhar" a classe docente e fazer destes meros serventes de uma ministra incompetente e injusta. Maus professores há em todo o lado, assim como noutra profissão qualquer, não façamos da minoria a regra para a condenação. Portugal merece um ensino de qualidade e este terá de partir da raíz, é esta que segura a planta à terra.

Ser professor, é uma missão, e para isso exige sacrifício, mas não uma missão à partida falhada porque o nosso governo não deixa que o mesmo queira ser um missionário do ensino. By Luís

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por Administração às 19:30

Heróis pedagógicos

Quinta-feira, 18.01.07

“Um professor único para o 1º e o 2º ciclo e também um só professor desde o pré-escolar até ao 1º ciclo - são duas figuras que o Ministério da Educação pretende implementar ao nível da formação de professores já no próximo ano lectivo e que permitirá que, daqui a cinco anos, quem estiver a governar possa optar por um modelo que já é aplicado em outros países.

O objectivo é acabar com a descontinuidade educativa e minimizar as rupturas entre os níveis de ensino.”

Mais um modelo que já é aplicado lá fora e que agora vem a reboque para ser implementado cá dentro. Como é possível pensar-se desta forma, quando todos os anos os professores mudam e as crianças chegam a ter 4 anos 4 professores e por aí em diante. Como é que se pensa em mudanças quando há uns anos atrás não havia turmas misturadas e o aluno chumbava e mudava de sala para o seu ano, hoje acompanha a turma, chegando um professor a ter os 4 anos na mesma turma. Como se pensa em modelos novos quando o ensino não está a funcionar bem. Formar professores para todas as áreas ao mesmo tempo é sinónimo de sucesso? Não me parece que assim seja, mas vamos esperar para ver. 2ª ciclo com um só professor?

 

“Em relação a um só docente desde o pré-escolar até ao final do 1º ciclo, segundo o PortugalDiário conseguiu saber, a ideia é continuar com o mesmo professor, tal como, em muitos casos, já se continua no mesmo espaço e com os mesmos colegas.

Quanto ao professor-tutor, ou seja, um só professor até ao 6º ano, terá este capacidade para leccionar áreas básicas, como Português, Matemática, Ciências da Natureza, História, Geografia de Portugal e Expressões, e será apoiado por docentes de outras áreas profissionais. O objectivo é evitar que o aluno passe de um professor no 1º ciclo para dez no segundo ciclo.”

Sempre foi assim e nunca ninguém se queixou, começou a haver stress a partir do momento em que a escola não pode fazer o que devia, chumbando os alunos que na realidade não se encontravam preparados para transitar de ano. Há uns anos atrás com apenas três disciplinas já se ficava no mesmo ano, tinha-se aulas ao sábado e não havia “pilhas” de alunos no ensino especial e no apoio pedagógico, eram obrigados a estudar. Quem sabia andava, quem não sabia ficava para trás.

 

“A nível de formação dos professores do pré-escolar e 1º ciclo, o que irá acontecer é que terão três anos de formação inicial como educadores de infância e um mestrado com formação específica para leccionarem no 1º ciclo. Tal como está previsto no Processo de Bolonha.

O docente generalista [1º e 2º ciclos] por seu lado, além da licenciatura em Educação Básica, terá um mestrado constituído por mais 30 créditos em Português, mais 30 em Matemática, 30 em Estudos do Meio, que inclui Ciências da Natureza, História e Geografia de Portugal e ainda 30 créditos em Expressões.”

Ora aqui estão os professores super-experts, para além de polivalentes (fazem de mãe, pai, psicóloga, médica, enfermeira, etc) ainda vão ser professores super-heróis.

 

As reacções dos sindicatos

«Trata-se de uma medida interessante e fundamental para o sucesso dos alunos». João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), não tem dúvidas ao afirmar que a «continuidade pedagógica é positiva». E acrescenta que é preciso trabalhar na formação inicial dos professores, até porque, de futuro, «o mestrado vai passar a ser a formação de todos os professores.

António Avelãs, da Federação Nacional de Professores (Fenprof), no entanto, receia que os professores sejam «excessivamente generalistas», com uma formação «pouco rigorosa e superficial» e que isso acabe por ser «contraproducente» para os alunos. Este dirigente recorda que as Escolas Superiores de Educação já formaram professores com habilitações para leccionar o 1º ciclo e mais uma ou duas disciplinas do 2º ciclo e que as escolas consideraram negativo.

«Avancemos com cuidado, pensemos duas vezes e vejamos que este modelo de formação contínua vai produzir professores com pior formação», sublinha António Avelãs.

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em declarações à RTP-N, garantiu, no entanto, que estes professores «não terão menos qualidade de formação para leccionar as disciplinas», já que o mestrado garantirá «horas adicionais daquelas disciplinas básicas».

Estas medidas, refira-se, inserem-se no diploma que regula as habilitações para a docência e que foi recentemente aprovado em Conselho de Ministros.”

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A "Cambra" não paga...

Quinta-feira, 28.12.06

Mais uma vez se contesta o incumprimento da nossa “Cambra” e desta vez de forma menos clara e objectiva. Como pode um vereador, neste caso “Celestino Portela” responsável pelas finanças da “Cambra”, justificar o não pagamento dos vencimentos aos professores das Actividades Extra Curriculares, referindo que não se paga porque o Estado é o “patrão”, ou seja é de lá que tem de vir o dinheiro. Para quê começar uma actividade sem primeiro ter todas as infra-estruturas, quer físicas quer económicas tratadas para que tudo decorra com a normalidade que todos desejam? Eu mais uma vez venho a este blog, salientar a prepotência do executivo, que só olha para si mesmo. Gostava de ver todos os vereadores sem vencimento durante quatro meses, gostava de os ver pagar para trabalhar. Esta situação é lamentável, não é admissível ter uma equipa de professores a trabalharem completamente de graça. Melhor ainda é a “Cambra” salientar sem problema algum, que irá efectuar os pagamentos de apenas Setembro e Outubro, afinal quanto tempo trabalharam esses professores? Não bastará o sacrifício de andarem com o seu carro de escola em escola a “aturar” uns pirralhos que ficam por ali, porque os pais não os querem aturar? Não bastará o sacrifício de terem um horário ingrato e receberem apenas as míseras horas que trabalham, sem direito a nenhum subsídio para outros gastos? Razão maior para respeitarmos estes trabalhadores não há, eles lutam por um emprego parecido com o que perspectivaram  ter quando terminaram o seu curso e agora oferecem-lhes um que pouco tem de parecido com o que idealizaram. Portugal deixa estudar toda a gente, sem discriminação, de facto não nos podemos queixar, mas depois deixa os sonhos de quem se sacrificou irem pela ribeira do destino, sem dó nem piedade.

“Há vários outros factores burocráticos que obrigam a estes atrasos, como, por exemplo, as questões relacionadas com a colocação de professores”. Segundo o vereador, são vários os docentes que acabam por desistir da prestação deste serviço por terem sido colocados em escolas afastadas da região. “Esses professores têm de ser substituídos, o que obriga a processos burocráticos que em regra são demorados”.

Nunca vi tamanha (in)justificação, gostava mesmo de saber que processos burocráticos tão complicados se têm de efectuar para pagar a um empregado.

Tanta pressa em implementar este projecto, a Sra. Ministra quase a exigir que todas as escolas resolvessem fosse de que maneira fosse os seus problemas, o importante era começar. Agora gostava de a ver pedir celeridade também para pagar.

Já a 24 de Junho ouvíamos a Ministra dizer: “Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, as instalações também não são o mais importante, para ela o importante é enriquecer o currículo, nem que seja no papel, se as crianças vão receber aulas de enriquecimento curricular dentro da sala, na cantina ou mesmo no hall de entrada, pouco lhe interessa, para ela o importante é que as escolas ofereçam todas as actividades extra curriculares.” Eu acrescentaria que também não importa se os professores irão ser pagos ou não, o importante é oferecer todas as actividades a que os alunos têm direito.

Bom Ano Novo e que a vida vos sorria!

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Afinal os professores...

Quinta-feira, 21.12.06

Afinal os professores têm razão quando exigem o pagamento de horas extraordinárias quando são obrigados a substituir outros colegas que faltam ao trablaho. Ainda há quem lute pelos seus direito, parabéns aos corajosos. Leia a notícia.

"O Ministério sempre disse que a substituição dos docentes que faltam não tem de ser remunerada de forma extraordinária. Mas dois tribunais deram agora razão às reclamações de dois professores, que exigiram às suas escolas o pagamento destas actividades como horas extraordinárias.

O Tribunais Administrativos e Fiscais de Castelo Branco e Leiria confirmaram assim o que sindicatos e professores sempre reclamaram. Com base no estatuto de carreira docente, ainda em vigor, as aulas de substituição são consideradas serviço docente extraordinário.

Por todo o país, muitos docentes têm exigido o pagamento das horas. A Fenprof apoiou alguns desses processos em tribunal.

As duas primeiras sentenças obrigam o Ministério da Educação a pagar num caso, por duas substituições 87 euros, no outro, por quatro substituições 67 euros.

De acordo com o código de processo nos tribunais administrativos, se houver mais três decisões iguais, sobre casos idênticos, todos os professores que tiverem feito substituição poderão requerer a extensão da sentença ou seja exigir ao Ministério o pagamento de horas extraordinárias."
in noticias sapo

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A DREN anda por aí...

Sexta-feira, 15.12.06

A 4 de Dezembro, relatei neste blog o perigo da inspecção andar por perto, pois venho agora confirmar a visita de elementos da DREN, às escolas para verem como estão a funcionar as Actividades Extracurriculares – Escola a Tempo Inteiro. Para surpresa de alguns, que não contavam com uma visita tão cedo, tiveram de ver as suas aulas assistidas por elementos da DREN, assistiram à aula,  pediram-lhes as planificações e como se não chegasse, resolveram arranjar alguns problemas às escolas visitadas. Não concordam com testes de avaliação, afinal parece que aprender Inglês, Música, Ginástica, Xadrez e Expressões (actividades existentes em algumas escolas), tem de ser a brincar aos polícias e ladrões, nada de testes, embora no final de cada período as avaliações terão que ser feitas, mas nunca com testes, isso é antigo, não se usa. Lamentável a forma como se dirige o ensino, cada vez mais facilitado, desta forma a responsabilidade que estes alunos terão na frequência da disciplina que escolheram será nula, pois não sentem o peso da avaliação. Pois é, pois é, para as Câmaras que pensavam que era só arranjar uns professores e pagar-lhes uns 10€ à hora e que estava tudo resolvido, vêem agora alguns entraves na organização destas actividades. Segundo informações há escolas que para uma só turma têm mais que um professor para a mesma disciplina! Parece-me que há quem pense que é só contratar professores a baixo custo e depois deixar rolar. Como é que se pode admitir que uma turma tenha para a mesma disciplina vários professores? Não entendo bem isto, mas quem me contou também não sabe bem como é possível, apenas sabe que existe. Agora pergunto eu como fazem a avaliação desses alunos com tantos professores a fazer o mesmo? Mas não ficamos por aqui, como já sabemos as condições de trabalho são o máximo na maioria das escolas e como se isso não bastasse, pelos vistos as habilitações literárias dos professores que estão a leccionar estas actividades, nem sempre correspondem ao que deviam. Numa outra informação, descubro que há também professores que leccionam disciplinas para as quais não têm habilitação literária nem profissional. Parece-me que a inspecção não anda por aí ao acaso, as irregularidades parecem mais que muitas. A Escola a Tempo Inteiro veio na hora certa e no momento certo, a crise é geral e os pais precisam poupar nos gastos em ATL, logo inscrevem os meninos na escola e esquecem-se que têm filhos, afinal nem precisam de se preocuparem com a avaliação, passa tudo, mesmo que não saibam nada. Portugal no seu melhor! Sucesso, ensino no topo, professores motivados, alunos preocupados, responsáveis, dedicados, e pais satisfeitos com o apoio do estado…mais uns cobres na carteira.

Bom Natal para todos e que a vida vos sorria!

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Superescola

Quarta-feira, 06.12.06

 

 A  SUPERESCOLA

 

 Onde estão as melhores escolas do mundo? Claro! Está certo! Em… Portugal…

 Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.

 Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!

DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES

 1. Língua Portuguesa

 2.História

 3.Língua Estrangeira I — Inglês

 4.Língua Estrangeira II — Francês

 5.Matemática

 6.Ciências Naturais

 7.Físico-Químicas

 8.Geografia

 9.Educação Física

 10.Educação Visual

 11.Tapeçaria

 12.Educação Visual e Tecnológica

 13.Educação Moral R.C.

 14.Estudo Acompanhado

 15.Área Projecto

 16.Formação Cívica

É ISSO – CONTARAM BEM – SÂO 16 (dezasseis)

Carga horária = 36 tempos lectivos

Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?

Somos demais, mesmo bons!

MAS NÃO FICAMOS POR AQUI !!!!

A Escola ainda:

Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso; Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso. Não pode esquecer os outros alunos, "atestado-médico-excluídos" que também têm enormes dificuldades de aprendizagem. Integra alunos oriundos de outros países que, por vezes não falam um “cu” de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer “cu”; tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos como:

     Currículos Alternativos

     Percursos Escolares Próprios

     Percursos Curriculares Alternativos

     Cursos de Educação e Formação

MAS AINDA HÁ MAIS…

 A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

 Educação sexual

 Prevenção rodoviária

 Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.

 Preservação do meio ambiente

 Prevenção da toxicodependência

 Etc, etc…

 "peço desculpa por interromper, mas… em Portugal são todos órfãos?" (possível interpolação do ministro da educação da Finlândia) Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores. Uma cambada de selvagens e incompetentes que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas, comparem com os alunos, vá, vá comparem.  Têm muitas férias, (os profs) faltam muito, (os profs) passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, (os profs) coitados. Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam constantemente atentos e calados na sala de aula, etc, e depois, ainda ficam aborrecidos pelo facto dos alunos lhes faltarem ao respeito e lhes darem na cara! Olha que há cada uma!

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A inspecção anda por aí

Segunda-feira, 04.12.06

(Inspectores preparados para a humidade)

Os contentores, ponto de discórdia para muitos, e quando digo muitos, refiro-me a pais, professores alunos, autarcas, partidos políticos, etc.

Sem dúvida que este assunto foi ponto de discussão, desde os grandes locais onde a politica é discutida, ao café da esquina onde discute o “pobo” os seus descontentamentos. Deixando um pouco de parte o problema da humidade dentro dos contentores, a falta de iluminação natural, o espaço reduzido para um bom trabalho de grupo, o pé direito inferior ao permitido por lei, a falta de capacidade a nível eléctrico para aguentar o ar condicionado a trabalhar, o frio, o calor, a tristeza de não se crescer numa escola de verdade, para falarmos de ensino de qualidade.

Esta semana que começa, é mais uma daquelas em que o ministério coloca no terreno, pessoas ditas qualificadas para leccionar uma data de disciplinas que complementam as mais ou menos 5 horas lectivas de um aluno. Ou seja, o ministério paga para termos a Escola a Tempo Inteiro. De facto, estas aulas facultativas, são para a ministra da educação, aulas a sério. Lembremos então os papás que inscreveram os seus filhos nestas actividades extracurriculares, que após a sua inscrição, têm direito a aulas que podem ir do Inglês à Música. Estas aulas, devem ser leccionadas por professores da área, qualificados para o efeito. Devo ainda acrescentar, que os meninos terão de cumprir, ou seja, não devem faltar, devem comportar-se como se tratasse de uma aula normal, devem ainda trabalhar para serem avaliados. Tirem os papás a ideia de que a Escola a Tempo Inteiro, é para “tomar conta de canalha”, se fosse para isso, continuaríamos a ter os infantários e os ATLs que o faziam muito bem. Pois é, devem estar a perguntar porque falo assim. Na verdade tive acesso a uma informação bastante pertinente, ou seja, soube que em Gaia já se iniciaram as visitas às escolas para inspeccionar a Escola a Tempo Inteiro, tal como aulas assistidas talvez por inspectores, nunca se sabe. O melhor é o professor estar bem preparado para receber estas possíveis visitas. Nada de ir para a escola “tomar conta de canalha”, lembrem-se que vão trabalhar.

Agora, reportando este assunto para a nossa terra eu pergunto: - Será que por cá a Escola a Tempo Inteiro está a funcionar bem?

Tenho algumas dúvidas, uma delas é se as condições físicas em que os professores destas áreas estão a trabalhar, são aquelas que a ministra quer. Será que poderá um inspector reclamar de uma aula de Música que está a ser leccionada num local completamente inapropriado para a disciplina em questão, como não haver quadro próprio, nem gravador ou instrumentos musicais, não ser possível a realização de jogos porque o espaço não o permite etc.

E se falarmos da Educação Física, podemos mostrar aos inspectores que nas freguesias da na nossa “Bilha” estas aulas são dadas em locais que… só visto mesmo, nem me atrevo a referir.

Mas para melhorar o conteúdo deste post, que tal falarmos dos professores, que aparentemente estão super motivados para este trabalho. Ganham muito bem, são bem acompanhados, bem qualificados e experientes. Não seja esta actividade nova no concelho para mostrarmos a experiência em projectos educacionais. Nada como contratar docentes para uma área que na realidade é de outra, esta é a mesmo a solução do desenrasque da nossa "cambra".

E que tal compararmos com S. João da Madeira? É melhor não, pois não quero correr o risco de ter aqui uma “pilha” de comentários quase a enforcarem-me porque falei da cidade vizinha.

Resta-nos esperar que por cá não passem os “Inspectores da Educação”, caso contrário Santa Maria da Feira será de novo notícia.

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FENPROF quer referendo...

Sexta-feira, 24.11.06

“A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) vai realizar em Janeiro um «referendo nacional» a professores e educadores portugueses sobre o estatuto da carreira docente (ECD), aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros.

Em comunicado hoje divulgado, a FENPROF anunciou ainda que solicitou pareceres jurídicos sobre eventuais acções como greves de zelo ou pedidos de escusa de cargos de coordenação por parte de professores que, a partir da publicação do ECD, «deixarão de ser competentes para os assumir».

Depois da aprovação do ECD em Conselho de Ministros, Paulo Sucena, porta-voz da FENPROF, considerou que o novo estatuto «vai gerar a mais grave crise de sempre no sistema educativo».

Como medidas de luta contra o estatuto, o Secretariado Nacional da FENPROF decidiu ainda promover uma campanha de informação e esclarecimento dos professores.

A FENPROF acusa ainda a ministra da Educação de ter tentado quinta-feira «virar os professores contra os seus sindicatos, afirmando que, contrariamente à opinião destes, os docentes estão de acordo com o ECD».

O novo estatuto, que a tutela quer aplicar a partir de Janeiro, já motivou duas greves e duas manifestações nacionais - a última das quais a 05 de Outubro (Dia Mundial do Professor), que reuniu em Lisboa mais de 20 mil docentes -, além da jornada de protesto que decorreu na semana passada, com a realização de uma vigília de 49 horas frente ao Ministério da Educação e um cordão humano.”in PortugalDiário

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por sednaa às 19:05

Carta Educativa a ser posta em prática…não em Arrifana!

Quarta-feira, 15.11.06

“O primeiro centro escolar de Oliveira de Azeméis vai começar a ser construído dentro de duas semanas na Freguesia de Carregosa e deverá abrir as portas a cerca de 120 alunos em Setembro do próximo ano, anunciou ontem o presidente da autarquia Ápio Assunção. Esta é a primeira infra-estrutura a ser construída no concelho de acordo com os princípios da Carta Educativa.” in Diário de Aveiro

 

Ao ler-se esta notícia detalhada no “Diário de Aveiro” ficamos decepcionados, desmotivados, desiludidos e tristes. Arrifana tem previsto na sua Carta Educativa um centro escolar para desta forma melhorar a qualidade de ensino e poder-se encerrar as escolas que funcionam pela metade. Não me parece que sejamos uma prioridade, calculo que num futuro muito próximo estaremos a ver a Associação de Pais de novo em luta pela continuidade da mesma.

Não acompanhei este caso desde o princípio, pois  não fazia parte do blog, mas de todas as leituras que fiz, concluí que por muito que se “alerte”, se “chame à atenção”, se “grite bem alto” que existem falhas em Arrifana, não seremos ouvidos. O caso “Escola de Manhouce” é sem dúvida relevante e de muita curiosidade para quem acompanha, e eu curioso como sou,  tenho lido tudo o que me foi disponibilizado por este blog assim como tentado esclarecimentos extra. Devo referir-vos que, para aqueles que estão de facto importados com o caso, irão ter muitas surpresas. A Escola em questão é um caso “bicudo”, com muitas “quezílias” pessoais à mistura, muitos conflitos de interesses, e sobretudo um caso que para muitos se intitula de “caso perdido”. Se há alguém interessado na continuidade desta escola, o melhor será preparem-se com “armas de fogo” de forma a poderem lutar de igual para igual.

Poderia começar pelo governo, mas acho pouco relevante dado que a DREN é também uma instância superior que tem imenso interesse em ver esta escola fechada, o CAE, é apenas um mero transmissor de informação, dali não levam nada, O AEAE (Agrupamento de Escola de Arrifana e Escapães) tem o caso atravessado na garganta e um interesse imenso na “vingança” pelas inspecções, pelo trabalho que teve de desenvolver para se defender e pela questão pessoal de se sentirem humilhados pela população; a “cambra” (Câmara de Santa Maria da  Feira), pelo facto de ter assumido publicamente e por várias vezes o encerramento da escola e   a JFA (Junta de Freguesia de Arrifana) pela descoberta de suas “carecas” na gestão da terra. Como já viram só se interessa pela continuidade da escola, a Associação de Pais, e o povo, sendo estas as duas instâncias mais baixas no que respeita ao poder e à credibilidade no governo. Mais uma vez, estes simples do povo merecem os parabéns por terem conseguido chegar tão longe, mas lembrem-se que não estão esquecidos e querem ver-vos derrotados.

Resta agora reunir pressupostos para continuar…

 

Depois de uma análise rápida à Carta educativa, verifiquei que as intenções são boas e estão divididas em quatro eixos importantes.

1º Eixo – Reabilitação do parque escolar

2º Eixo – Combate ao abandono e ao insucesso escolar

3º Eixo – Melhoria na qualidade de ensino

4º Eixo    Ampliar  a  procura  da  formação  ao  nível  secundário  e  adequar  as  formações  às necessidades

O que não parece bom é a contradição constante ao ler-se a carta, eu vou apenas mencionar dois dos pontos mais relevantes.

  -  substituição  dos  edifícios,  onde  funcionem  escolas  o    ciclo  ou  jardins- de-infância,  em pré-fabricados ou que se encontrem em mau estado

  -  Criação  e  condições  para  que  as  escolas  tenham  acesso  directo  a  instalações desportivas;

Não entendo então o porquê da existência de Contentores…

PARA ARRIFANA ESTÁ PREVISTO 1 CENTRO ESCOLAR NOVO COM 12 SALAS DO 1º CICLO

a)  Criar  uma  escola  com  dimensões  que  permitam  o  desenvolvimento  de  um  projecto  educativo  eficaz  e  favorecer  o  percurso  integrado  dos  alunos

b) Melhorar as condições existentes

c) Possibilitar o desenvolvimento do 1º ciclo em regime de horário normal

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