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Arrifana merece mais

Quinta-feira, 31.10.13

No dia 29 de Setembro realizaram-se as eleições autárquicas em todo o País e em Arrifana Delfim Silva pelo PSD foi o mais votado com 907 votos, mais 52 votos que o 2º classificado Rui Ferreira pelo PS e já distante do 3º mais votado Alcino Monteiro pelo PND com 308 votos. Existiram 7 listas a concorrer para a Assembleia de Freguesia e 5 delas elegeram membros para a Assembleia não tendo obviamente havido maioria absoluta. O candidato mais votado é automaticamente Presidente da Junta e a eleição dos restantes 4 membros da Junta acontece por votação em Assembleia de Freguesia.

 

Por todo o País aconteceram muitos casos em que não houve maioria absoluta e quer PSD, quer PS, assim como outros partidos, ou se abstiveram ou votaram a favor da tomada de posse da Junta ou pediram para sem incluídos membros de outros partidos para votarem a favor.

No dia 22 de Outubro realizou-se a tomada de posse dos 13 membros eleitos para a Assembleia de Freguesia (5 do PSD, 5 do PS, 1 PND, 1 UPA e 1 CDS), Delfim Silva foi empossado Presidente da Junta e colocou à votação os 4 nomes do PSD para completarem a Junta sendo estes rejeitados pelos membros da oposição. A Assembleia foi interrompida durante uma semana para se chegar a um consenso. Delfim Silva contactou todas as listas e prometeu incluir propostas de todos nos orçamentos, realizar uma auditoria às contas da Junta com a supervisão de todos os partidos e disse ainda que se fosse preciso dava 2 lugares na Junta ao PS ou a outros partidos e o PSD também votaria a favor de membros de outros partidos na presidência da Assembleia de Freguesia.

Perante uma sala cheia de Arrifanenses, a Assembleia foi retomada no dia 29 de Outubro e Delfim Silva propôs para votação 2 lugares na Junta para o PS e o próprio PS votou contra. Foi proposta uma lista com João Pinheiro da UPA e Rui Ferreira do PS e os próprios votaram contra. Foi proposta outra lista com Alcino Monteiro do PND e António Belo do CDS e os próprios votaram contra. Ao todo foram votadas 8 listas para a Junta e só o PSD votou a favor com todos os outros 8 elementos da Assembleia a votarem contra, com um ou outro voto nulo pelo meio.

Os Arrifanenses assistiram com expectativa às votações e no final estavam incrédulos com a atitude infantil dos membros da oposição por preferirem colocar os seus interesses pessoais à frente de Arrifana.

Arrifana arrisca-se a ser a única freguesia do País sem Junta. Isto implica que, durante meio ano (até novas eleições), não vai existir Orçamento e não pode negociar obras com a nova Câmara ao contrário do que acontece com as outras freguesias. Assim, não poderão ser satisfeitas as necessidades dos Arrifanenses, não poderão ser organizados eventos ou estimulado o apoio social aos mais desfavorecidos,. Vai ser meio ano parado no tempo caso não haja um consenso. Os membros da oposição podiam ter-se ainda demitido para forçar eleições e não o fizeram (pelo menos à data que escrevo) e Arrifana está à beira do precipício por 8 pessoas não respeitarem a vontade democrática dos Arrifanenses.

Saliento ainda que Delfim Silva e a sua lista do PSD fizeram uma campanha limpa sem ataques pessoais. Por não terem tido maioria absoluta, preferiram não festejar a vitória e logo nos dias a seguir reuniram com todas as outras forças que elegeram membros para a Assembleia, mas parece que não basta ser humilde para convencer Rui Ferreira, António Belo e João Pinheiro. É ainda de salientar a incompatibilidade entre membros da oposição que referiram não querer ir para a Junta se outros membros também fossem. De facto a Junta não é um infantário, mas parece que há quem tenha de crescer em maturidade.

Em conversas com membros de outras listas, eles têm referido que não compreendem a postura dos seus líderes e que não se revêem em tal comportamento.

Escrevo este texto porque apesar de uma centena de Arrifanenses terem estado a assistir à tomada de posse, existem vários milhares que vão ser chamados a votar sem saber o porquê dado que votaram há poucos dias.

A não ser que entretanto o Governo force os elementos da oposição a um acordo, Arrifana vai ter eleições de novo e será que vai haver uma maioria absoluta? Será que vamos ter os mesmos candidatos? Por exemplo, as concelhias de PS e CDS tentaram ajudar a um consenso mas esbarraram na teimosia de Rui Ferreira e António Belo. Provavelmente, os Arrifanenses vão ficar em casa e dar um cartão vermelho a tanta incompetência e falta de seriedade. Convém lembrar que houve mais abstenção nas eleições de 29 de Setembro com 7 listas a concorrer do que em 2009 com 5 listas.

Arrifana merece mais!

José Manuel Oliveira

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por Administração às 22:04


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