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Defender Hospital S.J.M. será possível?

Domingo, 27.03.11

É preciso coragem para defender o Hospital de São João da Madeira. Isso não será feito nem com PS, nem com PSD
 
 
Em Dezembro de 2010 o Bloco de Esquerda fez chegar ao Ministério da Saúde um documento no qual mostrava a sua preocupação pelo encerramento temporário do internamento e da fisioterapia no Hospital de São João da Madeira.
 
Para o Bloco de Esquerda, esse era mais um episódio preocupante, até porque constituía mais um passo no sentido de empobrecer e desinvestir no Hospital. Não haja dúvidas que o objectivo é o encerramento do mesmo. 
Infelizmente, os episódios de desinvestimento e desestruturação no Hospital sucedem-se. O Bloco de Esquerda sabe que o internamento do Hospital de São João da Madeira está encerrado aos fins de semana desde o início do ano. Este facto foi comunicado pela ARS Norte à Câmara Municipal.
 
Ao mesmo tempo que se procede a este encerramento gradual de valências e serviços no Hospital, não se investe nas áreas que se têm vindo a constituir como referência. Por exemplo, o Bloco de Esquerda sabe também que áreas como as de Psiquiatria e de Consulta da Dor necessitam de mais especialistas no quadro mas não tem havido vontade de contratar mais médicos. Ao mesmo tempo, as Urgências continuam a ser um sistema de reencaminhamento de doentes, contando apenas com um Clínico Geral.
 
Sabemos que o PS e o PSD se têm, entretido em proclamações de salvação do Hospital de S. João da Madeira, mas muitas dessas proclamações são para entreter e esconder o péssimo serviço que esses partidos têm prestado à Saúde enquanto serviço público.
 
A Câmara Municipal de São João da Madeira começou mal com o péssimo protocolo que assinou com um Ministro da Saúde demissionário. É um protocolo que em nada garante as Urgências no Hospital de S. João da Madeira e que não conseguiu impor ao Ministério da Saúde os interesses da população. Essa mesma inépcia é bem visível na participação que a Câmara Municipal de SJM fez na consulta pública sobre reestruturação dos serviços de saúde na região do Entre Douro e Vouga. É uma participação displicente, sem dados concretos e que tem como arauto do argumento para a manutenção do Hospital o facto de ele... já existir há muitos anos. Ora, isto é desistir de lutar pelo Hospital e pelos interesses das pessoas.
 
A Câmara e o seu Executivo PSD têm continuado as suas propostas para entreter. A última vem no sentido de se fazer a proposta ao Ministério de Saúde para que este adquira o terreno e edifício do Hospital. Sem termos nada de princípio contra tal proposta, apenas parece que ela em nada alcança aquilo que é realmente importante para a situação e é um tiro bastante ao lado do que realmente importa. Vejamos:
 
O facto de as Urgências do Hospital de SJM não estarem na rede nacional de urgências justifica-se pela simples razão de que ter um médico de clínica geral não é ter umas Urgências a funcionar. A reivindicação deverá ser a do apetrechamento de pessoal nas Urgências do hospital, para que este adquira, pelo menos, um Serviço de Urgências Básico.
O desinvestimento no Hospital de São João da Madeira nada tem a ver com o facto de o terreno ser da Santa Casa da Misericórdia. Tem sim, a ver com o facto de o PS e o seu Governo ter como objectivo, há muito tempo, o encerramento de vários serviços de Saúde, alegando que assim poupam uns trocos;
O próprio PSD, partido de Castro Almeida, já demonstrou várias vezes que é sua intenção proceder a uma gradual privatização da Saúde em Portugal. Mais, não esquecemos que o “manual de governação para o PSD”, editado há poucas semanas, defende o encerramento de todos os hospitais “generalistas”, onde certamente se incluirá o de São João da Madeira.
 
Por isso, o PS e o PSD têm-se apoiado mutuamente nas suas propostas parta entreter, porque ambos os partidos defendem, sem sombra de dúvidas a morte lenta do Hospital de São João da Madeira.
 
Para o Bloco de Esquerda, a única hipótese é a reivindicação pela contratação de profissionais para as valências que hoje se mostram de referência como a Psiquiatria e a Consulta de Dor. Ao mesmo tempo, a reivindicação para a contratação de mais médicos para a equipa de Urgências, o que é, aliás uma necessidade para os serviços de saúde da região, uma vez que o São Sebastião se prende com situações crónicas de ruptura de serviços. Por fim, o caminho para lutar por este Hospital não é o do secretismo da situação, mas sim o da sua exposição à população, impondo-se sempre contra qualquer encerramento ou desinvestimento.
 
Nesse particular não poderemos contar nem com PSD nem com PS, nem com Castro Almeida, nem com Pedro Nuno Santos, que preferem manter o silêncio de chumbo sobre os destinos do Hospital para não atrapalhar o destino dos seus próprios partidos.
 
O deputado do BE Pedro Filipe Soares questionou o Ministério da Saúde. Ler aqui as perguntas
 
 
Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

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por Administração às 18:41


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