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Encerramento da Escola de Hotelaria é uma perda irreparável para o concelho

Sábado, 28.07.12

 

 

Na quarta-feira passada confirmou-se o encerramento da Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira. Depois de reunião entre a Câmara Municipal e a Secretária de Estado de Turismo, Cecília Meireles, ficou oficialmente declarada a morte deste equipamento do concelho.

 

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira mostrou-se impotente para impedir que o governo PSD – CDS levasse a sua intenção avante. O Bloco de Esquerda só pode lamentar tamanha impotência presente e passada. Passada, porque há anos que a Câmara Municipal deveria ter desenvolvido esforços sérios para a construção de um novo espaço para a Escola de Hotelaria.

 

A atual escola, que já tem mais de 20 anos, era há muitos anos pequena e insuficiente para as exigências formativas. A sua direção e os seus funcionários foram tentando minorar estes constrangimentos, mas a realidade era evidente: um outro equipamento permitia aumentar a oferta formativa, acolher um maior número de alunos e melhorar a qualidade da formação. Durante anos a Câmara Municipal não quis saber e foi, inclusivamente, responsável por vários atrasos no início de uma nova escola, ao apresentar projetos de arquitetura que foram chumbados e que foram entregues sem documento de previsão de despesas de funcionamento. Situações destas fazem com que o arranque da construção de um novo espaço fosse adiado de ano para ano, até que agora se tornou impossível.

 

Perante essa impotência do passado junta-se a impotência do presente: a de não conseguir esgrimir argumentos para manter este equipamento no concelho de Santa Maria da Feira. Lembre-se que este era um equipamento importante no concelho, pois dinamizava o comércio, o arrendamento e o centro da cidade. Para além disso, era um equipamento com cursos profissionais com saídas profissionais reconhecidas. Tudo isso acabou! Fica agora também a preocupação dos alunos e famílias que têm que ser deslocados para o Porto. Medidas centralistas como esta dificultam o acesso à educação, porque querem dizer sempre um aumento de despesa.

 

O Bloco de Esquerda não pode aceitar a desculpa esfarrapada que é dada para este encerramento: diz a Câmara Municipal que a culpa é do Porto que tem uma escola de hotelaria com falta de alunos. Esta é uma argumentação que não se pode aceitar. Primeiro, porque, que se saiba, Santa Maria da Feira não é colónia de férias da cidade do Porto nem sua subordinada; segundo, porque por esse argumento então tem que se encerrar a maior parte dos equipamentos de Santa Maria da Feira porque eles já existem no Porto: cinemas, indústrias criativas, hospital, biblioteca. Por essa argumentação, tudo encerraria. E por isso mesmo é que a argumentação é fraca e só pode ser entendida como desculpa de mau pagador para esconder as culpas explícitas que a Câmara Municipal tem nos últimos anos.

 

Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

 

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por Administração às 00:07

Rentrée do BE este ano é em Santa Maria da Feira

Sábado, 28.07.12

 

Rentrée do BE este ano é em Santa Maria da Feira, com a realização do Fórum 'Novas Ideias para a Esquerda'.

 

O Bloco de Esquerda vai organizar de 31 de Agosto a 2 de Setembro na Escola Secundária de Santa Maria da Feira a 6ª edição do Fórum “Novas Ideias para a Esquerda”, Socialismo 2012. Este é um Fórum de Ideias aberto e plural sobre Política, História, Ciência, Cultura e Sociedade. No seguimento das anteriores edições serão organizados cerca de 50 debates, seminários e workshops que, ao longo de três dias, permitirão aprofundar ideias, porque o Socialismo também precisa de ser pensado. A entrada é livre, a participação também.

 

Esta é a primeira vez que o Fórum Novas Ideias para a Esquerda é realizado no distrito de Aveiro. A abertura do mesmo, no dia 31 de Agosto às 21h30 estará a cargo de Luís Fazenda (líder parlamentar do BE), Alda Sousa (eurodeputada pelo Bloco) e Pedro Nuno Santos (deputado do PS).

 

Durante os dias de sábado e domingo realizar-se-ão cerca de 50 debates, workshops e mesas redondas sobre xenofobia, armamento, trabalho sexual, reabilitação urbana, lei dos compromissos, parcerias público-privadas, feminismo, precariedade, crise financeira, crise de 1929, literatura, ecologia e ambiente, serviço nacional de saúde, salazarismo e marcelismo, educação e escola pública, legalização das drogas leves, memorando da troika, direitos dos animais, justiça, ensino superior, austeridade e a alternativa. A reflexão far-se-á também em torno do legado de autores e teóricos, como Gramsci, Marx ou Karl Polanyi. Haverá lugar a workshops de teatro do oprimido e à visualização e discussão de filmes.

 

De salientar a presença e participação de oradores como Alexandra Oliveira (investigadora na área da prostituição de rua), Sousa Dias (professor de filosofia e autor de livros sobre a obra de Deleuze e de Marx), Júlio Machado Vaz (sexólogo), João Salaviza (realizador, vencedor do festival de Berlim), José Castro Caldas (economista e investigador), Celso Cruzeiro (advogado), entre tantos outros.

 

O encerramento do Fórum Novas Ideias acontece no dia 2 de setembro, domingo, às 18h, com Pedro Filipe Soares e Francisco Louçã.

 

Este é um espaço de reflexão e de debate que se quer aberto, plural e democrático, porque não há esquerda sem democracia, sem discussão sem crítica. É também um espaço de determinação por um outro mundo, porque não há esquerda sem alternativa.

 

Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

 

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por Administração às 00:05

ATL – Foi-nos roubado sem razão

Sábado, 28.07.12

Tribunal dá razão às trabalhadoras

 

O Tribunal de Santa Maria da Feira decidiu a reintegração das funcionárias do Centro de Actividades de Tempos Livres (ATL) de Arrifana, com todos os seus direitos. Contrariando o que os responsáveis directivos afirmavam, o relatório de peritagem tornou claro que não havia prejuízos financeiros. Segundo apurámos, e apesar desta decisão, decorrem ainda neste Tribunal processos-crime envolvendo várias pessoas ligadas a este ATL.

O tribunal de Santa Maria da Feira decidiu a integração das trabalhadoras, “com todos os direitos que lhes são devidos, sem qualquer perca na sua antiguidade ou regalias”.

As três funcionárias do Centro Social e Paroquial de Arrifana foram reintegradas nos seus postos de trabalho que tinham sido obrigadas a abandonar, um despedimento colectivo, com o encerramento do Centro de Actividades de Tempos Livres (ATL), justificado na altura com a acumulação de sucessivos prejuízos da instituição.

Fonte próxima da associação de pais garantiu à nossa reportagem que, apesar desta situação poder colocar em maus lençóis o futuro da instituição devido ao valor agora a pagar às trabalhadoras, que ronda os “80 mil euros”, relativamente aos seus ordenados, o mais importante “foi o tribunal reconhecer que quem estava à frente dos destinos da instituição cometeu uma ilegalidade e que despediu pessoas sem o poder fazer”. Este responsável entende ainda que se por qualquer razão este valor a pagar às três trabalhadoras colocar em risco o futuro desta instituição, “as trabalhadoras nunca podem ser consideradas culpadas mas sim quem está na administração”, já que “apenas foi reposta a legalidade”.

80 mil euros a pagar às trabalhadoras

Pedro Filipe Soares, deputado por Aveiro na Assembleia da República, em declarações a ‘ O Regional’, referiu que não se deve insistir naqueles que “foram os preconceitos e orgulhos que levaram a esta ilegalidade, que agora foi desfeita, mas que lhes custou tantos dias e sofrimento”. E explica que tudo poderia ter sido evitado se tivesse existido “um outro tratamento e lisura por parte da administração”.
O certo é que este deputado, na altura, tinha já alertado para a injustiça e manifestado a sua incompreensão, questionando por diversas vezes o ministério da segurança social do anterior governo, acusando-o de nada ter feito para defender as funcionárias nem repor legalidade numa situação que era, em sua opinião, claramente  ilegal. Acresce que “o relatório da peritagem também foi claro, indicando que não existiam prejuízos financeiros, bem pelo contrário: o ATL era lucrativo”, ao contrário do que os responsáveis defendiam na altura.

Segundo o BE, depois de louvar a coragem, a luta e a determinação das funcionárias despedidas, reconheceu que a sentença do tribunal veio trazer ao de cima a razão das trabalhadoras, além de “demonstrar que a única preocupação da direcção do Centro Social e Paroquial de Arrifana era ver-se livre destas trabalhadoras a todo o custo, recorrendo a argumentos falaciosos, nada edificantes para uma instituição ligada à Igreja”.

A nossa reportagem apurou ainda que decorrem no Tribunal da Feira, ainda vários processos-crime, que envolvem pessoas ligadas à administração do ATL.

Fonte: O Regional

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