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A evolução da língua portuguesa (???)

Sexta-feira, 13.04.07

(Perdoem-me, mas não resisti à tentação de publicar um e'mail que me foi enviado por um amigo.)

Que bem dilatada que está a nossa capacidade de resignação

 

Evolução da Língua Portuguesa

 

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" aos pretos, com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!

 

As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico."

 

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos " ; passaram todos a "auxiliares da acção educativa".

 

Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados de informação médica". E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".

 

O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez".

 

Os gangues étnicos são "grupos de jovens" ; os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; e as fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".

 

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante.

 

Desapareceram dos comboios as classes 1ª e  2ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".

 

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.

 

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo". Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação" , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável".

 

Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)

 

Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.

 

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

 

Já agora, as putas passaram a ser "senhoras de alterne".

 

ESTAMOS LIXADOS COM ESTE "NOVO PORTUGUÊS", não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress, já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma "POLITICAMENTE CORRECTO".


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E lá se foi mais uma!

Sexta-feira, 13.04.07

 

Quarta-feira passada, mais uma Empresa de calçado Arrifanense fechou as suas portas - a PUPILO.

Estava sediada na Rua D. Dinis, quase na fronteira de Arrifana com São João da Madeira, no Parrinho .

Mais de 20 para o desemprego, com parte do subsídio de férias de 2006, com parte do subsídio de Natal por receber e metade dos salários de Fevereiro e Março de 2007 por receberem.

Uma empresa que recebeu em 2001 o prémio PME Excelência.

Assim vai "baixando" no dizer do Governo o desemprego que há poucos dias registava a bonita marca de aproximadamente meio milhão de desempregados, fora todos os outros que estão a participar em cursos de formação e que não entram no número anterior.

Realmente só quem passa diariamente junto ao Centro de Emprego em São João da Madeira e lá vai vendo dia após dia centenas e centenas de pessoas aguardando a abertura do Centro e sempre caras diferentes.

Para onde caminhamos nós? Para o abismo final?

Hoje são estes nossos amigos da Pupilo (sempre conhecida como a Sapataria dos Castros) amanhã outros serão. É o nosso calvário.

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Saneamento

Sexta-feira, 13.04.07

“Dário dos Mattos” ao Terras da Feira

“A expansão da rede de saneamento figura no topo das prioridades do município, (...) autarquia de Arrifana, que, pressentindo a indisponibilidade da Câmara para executar ou apoiar obras de envergadura nas freguesias, vai direcionando as suas atenções para o saneamento.”

“A parte alta da vila está dotada de rede de drenagem doméstica, com tratamento dos esgotos na Etar do Salgueiro que serve S. João da Madeira e Oliveira de Azemeis. «Agora, tem que haver um esforço para alargar a rede à parte baixa da freguesia, porque sem saneamento não há qualidade de vida» - reclama o presidente da Junta. Dário Matos diz que a adesão da população à rede de saneamento instalada é de «90 a 95 por cento», (...) «Responsáveis ligados ao sector disseram-me que no final de 2008, Arrifana estaria com saneamento totalmente instalado:»"

Sim, meu caro presidente, eu sei que a “culpa não é sua” pelo facto da parte baixa da “billa” não ter saneamento ainda! Mas, mais uma vez, talvez a enésima, fica demonstrada esta espécie de abandono que é dado às “redondezas” do Outeiro e do centro de Arrifana.

   

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