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Polémica no Núcleo (parte2)

Sábado, 25.11.06

Depois de ter elaborado um pequeno texto, no passado dia 18, a que chamamos de post, verifico hoje, passado uma semana, que afinal ainda existem descontentamentos nos diferentes “grupos” se assim se podem considerar.

Tenho verificado através dos comentários colocados no post, que existem divergências e ao mesmo tempo falta de leitura do 2º post. Eu simples observador do que se vai passando nesta “terrinha” complicada, limitei-me a ler e tentar interpretar o problema. Afinal não há problema, há apenas descontentamentos. Vejamos o que dizem os comentadores.

 

“Caro sednaa este seu post é pertinente e entendo que as coisas devem ser esclarecidas a bem de toda a comunidade escolar de Arrifana e Escapães...mas segundo o que tenho ouvido por aí este novo núcleo tem mesmo legitimidade, pois foi de acordo mútuo das Associações presentes para que se não criasse um vazio e a comunidade escolar caísse num pântano...e digo mais, parece que há uma acta da constituição do núcleo...espero que alguém com conhecimento deste assunto, o possa comentar aqui neste post.”

 

Ora vejamos como foi possível com alguma rapidez ter todos os esclarecimentos, até concordo que levantei uma pequena confusão, mas pelos vistos necessária. Afinal tudo não passava de um boato, mas um boato real, haviam pessoas de carne e osso a falar certinho e sem papas na língua tudo o que referi no meu primeiro post sobre o assunto.

“Então se existe uma acta da constituição do núcleo, porque razão o agrupamento não entregou a documentação ao novo grupo de trabalho o qual pelos vistos tem legitimidade para os levantar? Porque razão os boatos de discórdia pairam no ar? “

 

Infelizmente, quando as coisas são feitas de forma camuflada, os boatos tornam-se boatos definitivos, passando até por vezes a serem verdades. A verdade é que existia acta e ninguém pediu nada no Agrupamento. Mas o esclarecimento, digamos de forma um pouco “exagerada” surgiu de imediato. Considero que não sabem o que quer dizer boato.


Na passada semana ( mentira, foi a 30 Out de 2006 ), reuniu-se o Núcleo das associações de Pais do agrupamento de Escolas de Arrifana e Escapães (AEAE) para procederem a nova eleição ( para sair do impasse - 3ª reunião para a sucessão), dado que o Ex. Presidente, Sr. Carlos, não mostrou vontade em continuar. Apesar do mesmo ter colocado o seu lugar à disposição, as nove associações presentes votaram quase na totalidade no mesmo presidente que aceitou o cargo por mais um ano ( Isto é uma autêntica mentira - isso passou-se com mais associações presentes numa 1ª reunião em Setembro, tendo obtido 5 votos). Já que todos mostraram vontade em tê-lo de novo na frente do núcleo. No entanto pelo que tem surgido em conversas paralelas a esta reunião, o descontentamento de alguns fez-se sentir. A Associação de Pais de Manhouce, na voz do Sr. Eduardo Costa e a Associação de Pais da Carvalhosa pela voz do Sr. João Pinheiro, vozes estas aparentemente discordantes na continuidade do mesmo grupo de trabalho( É mentira. Sei que estes senhores na 2ª reunião, incentivaram-no a continuar e não a confundir o diz que disse, que nestes cargos é preciso saber distinguir a função inerente ao cargo e ser superior a questões menores). Apesar destes boatos poderem ou não ser reais, chegou-me a informação de que as Associações de Pais, na sua globalidade, estão em discórdia umas com as outras, dado que receberam uma convocatória para estarem presentes na próxima segunda feira, dia 20 de Novembro, afim de se proceder à eleição da Assembleia e do Conselho fiscal ( É totalmente falso. A convocatória contém uma ordem de trabalhos que geralmente as reuniões não têm, o que as leva a serem improdutivas e resultarem numa perda de tempo, desmotivando os participantes e não dando credibilidade ao órgão), convocatória esta assinada já pelo “presumível novo presidente Eduardo Costa, auto eleito ( aceite pelos presentes ou só seriam figuras de corpo presente ) pelos vistos, embora referindo na mesma que todas as associações concordaram.” A contestação tem sido forte, salientando-se por aí a “prepotência” destes dois elementos que tendo a boa intenção de ajudar, parece que não o estão a fazer da forma mais correcta. As informações a que tivemos acesso, referem que não existe acta de eleição, uma falha inconcebível. Com tanta polémica à mistura, o eis presidente do núcleo desistiu ( não quer ser solução, mas também não quer que ela exista ), entregando toda a papelada no Agrupamento ( devia era entregar na FAPFEIRA, e não no Agrupamento ) deixando definitivamente o cargo à disposição de uma nova direcção. Por sua vez a presumível nova direcção, dirigiu-se ao Agrupamento ( mentira )a fim de levantar toda a documentação referente ao Núcleo a qual lhe foi negada ( como foi negado se ninguém lá foi levantar nada) pela Presidente do Conselho Executivo, que só a entregará quando o Núcleo estiver definitivamente constituído. Parece contudo isto existir muita divergência de opiniões, uns a favor outros contra. Escapães não gostou da atitude e pensa separar-se de Arrifana, ideia já pré-concebida, enquanto que Arrifana vê as suas Associações de costas voltadas( Confude-se Núcleo com Associações). O simples facto de não haver uma acta da reunião, que justifique a nova constituição do Núcleo, vem dificultar o trabalho ao novo “presidente” que quer constituir a Assembleia e o Conselho fiscal, podendo não ter elementos disponíveis( Só está presente quem quer. Infelizmente à que não queira, mas também não quer ninguém. Será isto zelar por uma melhor educação e pelos nossos filhos, crianças de hoje...homens de amanhã) vendo assim a sua credibilidade posta em causa. Esperemos que tudo seja esclarecido, que as Associações compreendam os propósitos do Sr. Eduardo e do Sr. João Pinheiro, que se prontificaram a levar para a frente o Núcleo de Associações e que até ao momento têm demonstrado capacidade de gestão na luta pelos direitos das crianças e por um ensino de maior qualidade. Mesmo tendo aparentemente errado na forma como agiram, ainda estão a tempo de esclarecer todas as dúvidas que pairam no ar. É ainda importante referir que o Núcleo que passa despercebido, é uma mais valia para as Escolas de Arrifana e Escapães.
Lamenta-se um Post com tantos erros! Parabéns!”

 

Eu cá não lamento nada, porque o que foi dito foi dito e aceito os parabéns, pelo facto de ter informado que afinal nem tudo o que parece é. Mesmo tendo vindo ao blog esclarecer o facto do boato estar no ar, houve quem não entendesse.


 “Antes de mais, queria deixar claro que este post foi elaborado baseado em informações que me chegaram. Fiz questão de referenciar o “boato” que pairava no ar. Desta forma se poderá esclarecer o que muitas vezes é dito dentro e passado para fora de forma deturpada.”


“Acho lamentável que comentem ou escrevam sem conhecimento de causa. Houve acta da reunião de 30 de Outubro, assim como já há desta última, realizada ontem. Não sei porque incomoda tanto haver um Núcleo ou pais que prescindam do seu tempo livre para abraçarem causas em prol do futuro dos nossos filhos... Será que essas pessoas são as mesmas - Escolas de Nadais, Escapães ou EB 2/3 de Arrifana- que abandonaram as suas posições no Núcleo?”

 

De facto não sabemos, mas reparem, mais um boato se levantou, e desta vez com lesados. Se estas escolas se excluíram, se foram forçadas a desistir, se foram manipuladas, ou até mesmo mal informadas, tem de haver um ou vários culpados.

 

“Pois eu acho que este post esteve muito bem, afinal ficou a saber-se que afinal nem tudo o que parece é. Andaram a dizer o que não era verdade e nunca pensaram que se sabia, tudo se sabe mais tarde ou mais cedo. Assim o núcleo ficou a saber com quem pode contar.”

 

Como em tudo a política tem de aparecer, e surgem comentários que nos levam a pensar que há alguém que parece querer brincar com coisas sérias. No entanto penso que a falta de pontuação levou a uma interpretação errada, talvez o comentdor não quisesse dizer o que disse, que tal pensar antes de escrever? Deixo a sugestão.

“Pois é, a verdade é que os boatos andaram de boca em boca e alguém os disse. Não me venham agora com tretas de que tudo é mentira, no meio das mentiras houve coisas que são verdades. Agora acusar as associações que se puseram de parte porque não entram em politiquices é que não está nada bem. Mas o povo verá com o tempo.”

 

Mas a defesa não tardou em atirar para o ar, e mais uma vez se fazem perguntas que ninguém sabe se alguém perguntou ou não. Não hajam dúvidas que acompanhar esta estória não é nada fácil.

                                              

“Julgo que aqui há um problema de interpretação, quer de ideias como de português... Quem acusou quem? As associações que abandonaram até estão a ser convidadas a repensarem as suas posições, pois não são os seus representantes que não assentam em "politiquices" - que gostava eu de perceber quais são- , mas sim alguém que os motivou a desistirem, a fim de boicotarem a continuidade do núcleo.”

 

Boas leituras!

 

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Violência doméstica…

Sábado, 25.11.06

Há algum tempo atrás fiz um post alertando os leitores para o problema da violência relacionada com os castigos corporais, em que direccionei o tema para as crianças, hoje escrevo lertando para um problema de sociedade.

Em mais uma das minhas leituras, esbarro com uma notícia chocante, pelo menos para mim, que sou um homem que ainda respeita a mulher. Pois entre Novembro de 2005 e o mesmo mês deste ano morreram em Portugal 37 mulheres vítimas de violência doméstica, revelou um estudo, na passada sexta-feira, apresentado pela “União de Mulheres Alternativa e Resposta” (UMAR), noticiou a agência Lusa.

O estudo, apresentado pela UMAR para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se comemora hoje, é uma forma de «denunciar e alertar as autoridades e a sociedade para uma situação preocupante em Portugal», disse Elisabete Brasil.

A presidente da UMAR defendeu a necessidade de uma «estratégia global» que passa por casas de abrigo e pela existência de instrumentos de análise para avaliar o risco quando as mulheres recorrem aos centros de atendimento. É de facto de salientar que no nosso concelho, ao contrário do que se imagina, existe muita violência doméstica, e refiro-me não só a (pancada), pois a violência psicológica também é uma situação que leva a mulher ao desespero. É necessário dotar a PSP e a GNR de gabinetes especiais para atender as vítimas e a realizar um trabalho de proximidade no terreno junto das várias associações que, no entender de Elisabete Brasil, são formas de combater a violência doméstica. No nosso concelho que eu saiba não existe nenhum gabinete especializado nesta área, apenas a protecção de menores em risco, sedeado na cidade.

A lei é «boa mas não tem praticabilidade», afirmou Elisabete Brasil, especificando a situação de «afastamento do agressor e permanência da mulher em casa». «Em Portugal, na maior parte das vezes, é a mulher que tem de sair de casa com os filhos e as medidas de coação ao agressor não se aplicam», criticou, referindo que isto não acontece noutros países europeus, como a Espanha. Penso que nisto Elisabete tem toda a razão, quem está a prejudicar a família é que deve sair de casa e nunca a prejudicada e seus filhos. Não entendo como é possível neste século, ainda haver homens que mal tratam as mulheres e seus filhos.

Comparação com Espanha

O Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, em funcionamento há três anos, conseguiu em conjunto com a rede feminista espanhola fazer uma comparação entre os dois países revelando dados, que para Elisabete Brasil, são «assustadores».

Em Espanha morreram no mesmo período (25 de Novembro de 2005 a 20 de Novembro de 2006) 87 mulheres vítimas de violência doméstica. «O número é superior mas se analisarmos que Espanha tem três vezes mais população que Portugal podemos ver que a situação no nosso país é realmente preocupante». Elisabete Brasil alertou também para a necessidade das autoridades oficiais recolherem os dados exactos da prática de femicídios [homicídios nas relações de intimidade] para compreender melhor este fenómeno e agir de forma mais eficaz.

«Este número do observatório é uma amostra, um número indicativo conseguido a partir das notícias da imprensa nacional porque não temos acesso aos inquéritos e investigações oficiais», afirmou a presidente da UMAR. Nos anos anteriores o número de femicídios foi superior, contabilizando 43 em 2005 e 47 em 2004, segundo o estudo da UMAR. É incrível pensar, como morrem tantas mulheres vítimas de maus-tratos nestas condições. Portugal precisa evoluir, sair do buraco e crescer em mentalidade.

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