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Paragem do "BUS" junto à EB23

Quinta-feira, 16.11.06

Uma “latinha” de tinta Senhor Presidente, somente uma “latinha” e vai ver que a menina dos seus olhos (a “bila”) vai ficar com muito melhor aspecto. Eu sei, que são alguns meninos marotos que fazem aqueles desenhos todos sofisticados, mas a nossa “juntinha” também sabe fazer umas pintadinhas sofisticadas, eu sei que sim. Vá lá, uma pintinha nessa menina dos seus olhos.

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A Saúde ou a doença?

Quinta-feira, 16.11.06

A privatização das instituições de saúde não parece ser favorável aos fornecedores de medicamentos.

“Dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), citados pela agência Lusa, indicam que os 35 hospitais transformados em Entidades Públicas Empresariais (EPE) são os principais devedores às empresas farmacêuticas, registando uma dívida global de 407 milhões de euros. O deputado social-democrata Carlos Miranda questionou ontem a equipa dirigente do Ministério da Saúde sobre esta matéria, no Parlamento, durante uma reunião conjunta das comissões de Saúde e Finanças. Na resposta, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, não aludiu aos montantes em dívida e referiu apenas que não havia lugar ao pagamento de juros por parte dos hospitais. ”

Este tipo de notícia é boa para esclarecer a opinião pública, eu diria mesmo o “pobo”, que na maior parte das vezes não sabe como funcionam as coisas e são os que sofrem na pele a gestão horrível do governo. Quando ouvimos falar em aumentos na saúde pensamos logo que afinal ninguém se importa com os doentes, é verdade, os doentes vão começar a pagar caro as suas doenças. Se os hospitais estão com dívidas enraizadas nas suas contabilidades a única solução será fazer o doente pagar um pouco mais. A "privatização" dos hospitais vem dar uma ajudinha ao estado, este descarta-se da sua inteira responsabilidade que é fornecer gratuitamente a “saúde” a todos os cidadãos, é um direito que nos assiste, sendo assim, e perdendo este direito, o cidadão passará a ter mais um encargo ao qual não poderá dignar-se a dizer que não quer, pois a doença bate à porta de quem menos espera por ela. Pagar para estar no hospital é mais uma mediada sensacionalista do nosso primeiro, de facto ele tem um pensamento muito além do que é a realidade empírica, ele associa-se ao explicado cientificamente, basta um inquérito encomendado a uma empresa qualquer e daí saem as maiores barbaridades, dado que os estudos são sempre feitos nos locais errados. Depois de vários estudos conclui-se que se os doentes tivessem de pagar a sua saúde, seria uma boa forma de “morrer” mais cedo e assim facilitar as futuras reformas a pagar num futuro próximo. A segurança social não terá dificuldade em manter os seus cofres recheados com a população que trabalha para descontar, desta forma a população não chegará a velha, nunca teremos uma população envelhecida, é desta que o nosso primeiro se quer ver livre, ficarão somente os velhos ricos, os pobres morrerão mais cedo e não será assim necessário pagar reformas, medicamentos, enternamentos, etc, a tanta gente. O nosso primeiro é sem dúvida um cérebro macabro e de teorias sensacionalistas, faz prever um futuro radiante, sendo capaz de iludir o “pobo” com estabilidade, conseguida através dos desgraçados que daqui para a frente viverão para trabalhar em função de “manter” um população rica que irá usufruir daquilo que eles próprios construíram.

Quem vai ser a classe média? Irá haver essa classe? Penso que vamos ter apenas pobres e ricos...

S. Sebastião, um hospital de que nos devemos orgulhar, tem sido eficiente nas estatísticas, embora com alguma descida nos últimos anos, mas as realidades são outras, só quem o frequenta pode falar. Muitas horas de espera por uma consulta tão simples como tentar curar uma febre alta…e dizem os médicos, “Vá ao centro de saúde” e perguntamos nós: “ Quando a febre tiver passado ou quando tivermos morrido Sr. Doutor? Não sabe que para ter um consulta temos de marcar com muita antecedência? Agora também temos de prever a febre?” As vagas (não vaga de calor) essas nem sempre se conseguem e há que recorrer ao hospital.

 

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