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Afinal Sócrates ouve a rua...

Sábado, 11.11.06

O descontentamento do povo não chega para convencer Sócrates a parar para pensar.

Os sindicatos da Função Pública, que convocaram a greve nacional de dois dias para protestar contra as políticas do Governo, afirmaram ontem que a adesão foi ligeiramente superior à verificada no primeiro dia de paralisação. O governo contrapões com valores ridículos de forma a manipular a opinião pública como sempre fez. Quem viu notícias verificou a adesão dos portugueses da função pública e não se deixa enganar.

No entanto o governo diz: a quem acusa o primeiro-ministro de não ouvir a rua, de onde vem a contestação, Sócrates desmente e garante que conhece «bem as dúvidas das pessoas» e está atento «às suas sinceras preocupações». «Nada do que se passa nos é indiferente».

Mas distingue «a rua e as dificuldades das pessoas e seus problemas», dos «ajuntamentos de activistas à porta das iniciativas do PS». Aqueles que as «patrocinam» «julgam que intimidam os socialistas e impressionam o seu Governo, mas desenganem-se». Vêm bater à porta errada», afirma o primeiro-ministro. De facto ao lermos este tipo de afirmações verificamos o autoritarismo do governo, começamos a criar nas pessoas o desânimo, pois ele não conhece a realidade em que vivem os mais desfavorecidos, os pobres, os doentes. A crise instalada no país vai levar o povo a pensar que tudo isto é o caminho para a ditadura, e a livre expressão conquistada no 25 de Abril está a desmoronar-se lentamente.

Como já se esperava, a apoiante de Manuel Alegre às eleições presidenciais aproveitou a apresentação da sua moção «Solidariedade, Cidadania» para apontar o dedo à governação de José Sócrates e explicar que «uma das lacunas do Governo e do PS» é a falta de democracia participativa. Roseta mostrou o seu desagrado por receber a «etiqueta de oposição interna de cada vez» que quer «questionar alguma medida». Não é só o povo descontente com o governo, é Portugal descontente.

«A verdade é só uma: estamos a melhorar» Afirmação do primeiro ministro.  Onde? Em quê? De que forma?

Depois de «arrumar» as críticas e relembrar a maioria absoluta do Governo, um cartão verde dos portugueses para que as mudanças do Executivo sejam levadas avante, Sócrates conclui que «a verdade é só uma: estamos a melhorar». Com «mais emprego. Melhor economia. Menos pobreza. Pensões mais garantidas. Um educação melhor».  Quem está a fazer estas estatísticas deve voltar à escola, porque o que se vê no dia a dia é tudo a piorar. As condições de vida dos portugueses pioraram.

Entre os recados ao PS e a mensagem ao país, o primeiro-ministro teve tempo ainda para apontar o caminho das «reformas estruturais para problemas estruturais» do país, o que na verdade é, segundo Sócrates, «o programa de uma esquerda moderna».

Da reforma da «administração pública», passando pela «segurança social», «justiça» e «Plano Tecnológico», «há uma coisa de que ninguém tem dúvidas: é de que o PS, no Governo, não perdeu tempo e pôs em marcha um ambicioso conjunto de reformas, porque não há tempo a perder para modernizar Portugal».  Modernizar Portugal é colocar alunos em contentores, fechar escolas com condições e amontoar alunos nas escolas velhas, é retirar benefícios aos trabalhadores e exigir deles mais trabalho, é fechar maternidades e enviar mães grávidas para hospitais longe de casa, é fazer com que os velhinhos por falta de centros de saúde morram mais cedo para

assim encher os cofres do estado com o dinheiro da mão de obra barata, é aumentar os preços dos medicamentos e retirar as comparticipações de medicamentos exigidos a doenças crónicas, é muito mais…uma politica economicista de arrasar com o pobre e beneficiar os ricos, é o dar um aumento de 2,5% ou 3% com muita luta e oferecer à classe politica o dobro, isto é “o programa de uma esquerda moderna”

As reformas do PS exigem coragem, garante Sócrates, «mas essa é a marca da esquerda, não se resignar perante o destino, não temer as dificuldades, querer mudar». Sem dúvida exige coragem para “calcar” os mais desprotegidos.

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