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Brutalidades

Sexta-feira, 06.10.06

É doentio, brutal, mas é a verdade…

 

 

 

… “Num acto de violência e horror inexplicáveis, um homem violou a filha, de 12 anos, à frente de outro filho – de 17 – e da mulher, que nada puderam fazer para evitar o crime. A mãe, na tentativa de salvar a menina, foi agredida pelo marido na cabeça com o cabo de uma faca.”

Correio da Manhã

 

COMBATE AO ABUSO SEXUAL

A principal estratégia para combater o abuso sexual das crianças consiste em fortalecer a instituição familiar. Como o Papa João Paulo II sublinhou:  "A família está a ser ameaçada por várias formas de materialismo e por insistentes ofensas contra a dignidade humana, como... a exploração sexual das mulheres e das crianças" (Discurso aos Bispos da Tailândia em visita "ad Limina", a 16 de Novembro de 2001). Embora, os abusos sexuais contra as crianças, infelizmente, também aconteçam no seio das famílias é neste contexto familiar que a criança aprende o significado do relacionamento natural entre a mãe, o pai e o filho. É essencialmente no seio da família que a criança pode obter a protecção necessária contra uma sociedade violenta, que não contempla muitas vezes os interesses da própria criança. Hoje existe uma grande crise moral, provavelmente devido a uma ausência de valores. A combinação entre o sexo e a violência nos meios de comunicação, as diversões e a normalização da experiência sexual conduzem facilmente a perversões que dizem respeito ao abuso das crianças. Ao considerarem as pessoas como meros objectos, não é de estranhar usarem e abusarem não só das crianças como de muitos outros indivíduos (como mulheres e idosos), pois deixa de existir o respeito pelo próximo e muito menos pelas crianças que representam um alvo fácil de atingir, nomeadamente com a exploração sexual. Devemos, então, procurar eliminar o abuso sexual, já que este crime não tem justificação possível e para isso é necessário tentar sensibilizar os indivíduos para certos valores, começando por confrontar a nossa sociedade, com a falta de um comportamento sexual sadio em contraponto com a predominância de uma cultura consumista que considera os seres humanos como objectos. Estamos perante um mundo cheio de notícias escandalosas que envolvem muitos indivíduos de diversas profissões (professores, educadores, médicos...), acusados de pedofilia, o que nos leva a pensar que o "inimigo" está muito mais próximo do que se pode imaginar, principalmente, quando se trata de um familiar ou vizinho. Assim, a dúvida que persiste é saber como proteger as crianças dos abusos sexuais. As crianças não só começam, cada vez mais cedo, a sentirem uma certa curiosidade sobre o sexo, como são constantemente alvos de imagens relacionadas com a sexualidade através dos meios de comunicação. Desta forma, é necessário que os pais permaneçam atentos à informação que chega aos seus filhos, de forma a elucidá-los sobre determinadas questões. Para que sejam eles a sensibilizar as crianças para a sexualidade e não a televisão, as revistas ou a Internet, já que nem sempre transmitem informações correctas, nem da melhor forma. Limitando-se apenas ao bombardeamento de imagens sem qualquer tipo de contextualização e consequente explicação. A falta de informação facilita o assédio dos agressores, daí ser fundamental que os pais, educadores e professores construam um espaço para o diálogo com as crianças sobre a sexualidade, de maneira a prevenir os abusos sexuais (demonstrar-lhes o quanto é importante preservarem o seu corpo e sempre que alguém tentar fazer algo com que não se sintam bem, contar-lhes sem receio). Para além de ser essencial informar as crianças é também extremamente importante estar atento para determinados sinais que podem ser detectados em algumas crianças como a ansiedade, problemas de sono e depressão. Pois estes podem ser pistas para identificação de uma criança vítima de abusos sexuais. É por isso necessário que os pais, professores, auxiliares de educação, etc., consigam reconhecer estes sintomas não só dentro da sala de aula como nas brincadeiras com os colegas no recreio. Crescemos no tempo e precisamos do tempo para crescer. Mas será que todas as crianças têm tempo para crescer? Parece que não. Quando se agride sexualmente uma criança, está-se a tirar-lhe a oportunidade de deixá-la crescer..."Se toda a felicidade dos homens tivesse de ser conseguida à custa da dor imerecida de uma só criança, seria indigno aceitá-la. Mas quem se importa hoje com este dogma fundamental de toda a ética humana?" (Dostoiewsky in Descalzo, 1993: p.104) Actualmente, vivemos numa sociedade marcada pela violência cometida contra as crianças. Violência esta, que causa uma dor irreparável nos mais novos e retira-lhes a infância. Fica, assim, a dúvida, se não estão perdidos os valores éticos e morais quando um indivíduo abusa sexualmente de uma criança. É um dever de todos nós cuidar das crianças, protegendo-as de possíveis agressões e tentando atenuar o seu sofrimento.


*Psicólogo Clínico*

 

 

 

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