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Despenalizar...

Sábado, 18.11.06

Aborto uma questão de facto importante no momento que quanto a mim deve ser discutida nas duas vertentes. Tenho prestado atenção ao tema, e dentro de um conjunto de prós e contras, saliento opiniões.

Neste post vou fazer referências a algumas delas, quer no âmbito político quer social. A (JS) Juventude Socialista já pôs pés ao caminho e segunda-feira vai afixar o primeiro cartaz pelo SIM. A (JS) não espera pelo Partido Socialista (PS) para arrancar com a campanha a favor da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e marca o início da luta pelo «Sim» com a colocação de um cartaz na praça do Marquês de Pombal na próxima segunda-feira, pelas 11:30 horas. O PS "promete" apoiar esta iniciativa, vejamos se com clareza e a divulgação necessária ao entendimento de uma sociedade que está a ver esta questão duma forma deturpada. Infelizmente tenho lido alguns comentários que mostram a falta de informação depreendendo de uma sexualidade pouco responsável. Quando leio observações como: “Agora, o k critico, é o facto de ouvir mulheres dizerem que, se o aborto fosse legal, poderiam estar mais à vontade nas suas aventuras.” Isto é de facto preocupante numa sociedade que aparentemente parece evoluída. Vejamos agora o lado humano de se fazer uma escolha que para muitos é condenável.” Eu sou mãe de dois filhos, e o facto de do meu primeiro filho ter feito logo uma ecografia às 8 semanas e de ver lá o tal feijãozinho, deixou-me a pensar, e realmente o aborto é definitivamente matar uma vida. Apesar de ser apenas algo muito pequeno, está lá e se o deixarmos ir desenvolver-se-á num lindo bebé. Por isso, seja com 3, 4,8 ou 12 semanas trata-se de uma vida que estamos a matar. Não consigo no entanto criticar algumas das mulheres que o fazem, pois sei que numa altura de desespero esta poderá ser a única solução.” De facto não podemos condenar uma mulher que o faça, e já que existe, quanto a mim deverá ser despenalizado com certo rigor e responsabilidade para manter a segurança das pessoas. Sou na generalidade contra o aborto, mas reflectindo, lendo, trocando opiniões, e verificando os riscos que correm milhares de mulheres em Portugal, seria mais justo perante uma sociedade como a nossa que fosse despenalizado e pudesse ser realizado dentro de hospitais creditados e por médicos especializados, mas, sempre dentro de uma regra, abortar com consciência, responsabilidade e assumindo os seus riscos, quer físicos, quer psicológicos. Devo alertar quem lê, que o “Aborto” é sempre uma “cruz” que a mulher irá arcar para o resto da vida, se o fazem que o façam com consciência desse mesmo risco. No entanto, julgo que não deveria ser uma questão política, mas sim social, que não devia ser uma questão religiosa, ou simplesmente conversa de café, penso que é um assunto sério demais para ser discutido desta forma. Um referendo é inútil, não será credível e levará a uma lei de discriminação, em que nem todos terão os mesmos direitos. A despenalização levaria a um acompanhamento médico e a uma maior responsabilidade do paciente. Alertar a sociedade para uma educação sexual mais responsável, isso sim, seria uma grande aposta. Portugal tem jovens pouco maduros, jovens pouco responsáveis, jovens que arriscam tudo por uma descoberta precoce, levando-os ao abismo e ao descontrole das suas emoções. O resultado são, casamentos frustrados, excesso de divórcios, e crianças com famílias pouco estruturadas, separadas e mais uma vez nascimentos desnecessários com "crianças no mundo que não conseguem ser crianças". A família já não existe no seu propósito de união, de equilíbrio e de amor.

Apesar de ser contra o “Aborto”, não condeno a despenalização do mesmo, dentro de um critério bem definido, de uma informação explicita e com futuro para uma reeducação mais profunda  do que é a sexualidade.

 

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por sednaa às 14:30

4 comentários

De Anónimo a 19.11.2006 às 12:52

O aborto é de facto discutível, mas na verdade só as mulheres o podem referenciar. São elas que devem decidir,o home terá aqui uma opinião sem dúvida mas menor. Se ela engravidou e não queria, deveria ter tido os devidos cuidados, pois o aborto não é a solução, devem assumir as suas responsabilidades, tanto a mulher como o homem. Agora se a mulher sabe que o filho que vai nascer não vai ter qualidade de vida porque é deficiente, aí eu já respeito quem decide abortar, afinal aquele ser humano vem ao mundo para sofrer. Se a mulher foi violada também tem o direito de negar aquele filho e se é menor também deve poder fazê.lo com segurança, pois a maturidade é indispensavel para se ser mãe.

De Abdalla the Kenyan a 20.11.2006 às 15:25

Muito se tem discutido sobre a IVG, pouco se tem esclarecido. Mais parece que estamos a discutir a liberalização do aborto, um pouco ao jeito da pílula do dia seguinte, que inicialmente criada para ser uma variante da IVG e que agora está em muitos e mal informados casos a tornar-se na substituta da pílula anti-concepcional. Sou absolutamente contra o aborto, salvo as excepções que se prendem com violação, má formação do feto e probabilidade de risco de vida para a mãe, cabendo em todos estes casos (em minha opinião) a decisão final à mãe e mais ninguém. Aquilo que algumas taradas sexuais andam a defender é a possibilidade de fornicação à balda e tomada de posição à posteriori. Quem quer ter liberdade sexual à fartazana, nada melhor que se prevenir, e não me venham dizer que não existem imensas soluções. Argumentos falaciosos são aqueles que mais se vêm todos os dias. Formem-se as pessoas com informações correctas, não se encaminhe as pessoas paea o facilitismo tão ao jeito do povo Português. Cumprimentos a todos.

De Atento a 20.11.2006 às 16:04

Sem dúvida nenhuma que concordo com o comentário acima, isto de abortar a torto e a direito demonstra uma falta de responsabilidade por parte quer dos homens quer das mulheres. Sexo segura não é aborto.

De mae a 01.01.2008 às 23:21

apoio tudo dito acima

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