Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




calendário

Novembro 2006

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930


Pesquisar

 


Afinal Sócrates ouve a rua...

Sábado, 11.11.06

O descontentamento do povo não chega para convencer Sócrates a parar para pensar.

Os sindicatos da Função Pública, que convocaram a greve nacional de dois dias para protestar contra as políticas do Governo, afirmaram ontem que a adesão foi ligeiramente superior à verificada no primeiro dia de paralisação. O governo contrapões com valores ridículos de forma a manipular a opinião pública como sempre fez. Quem viu notícias verificou a adesão dos portugueses da função pública e não se deixa enganar.

No entanto o governo diz: a quem acusa o primeiro-ministro de não ouvir a rua, de onde vem a contestação, Sócrates desmente e garante que conhece «bem as dúvidas das pessoas» e está atento «às suas sinceras preocupações». «Nada do que se passa nos é indiferente».

Mas distingue «a rua e as dificuldades das pessoas e seus problemas», dos «ajuntamentos de activistas à porta das iniciativas do PS». Aqueles que as «patrocinam» «julgam que intimidam os socialistas e impressionam o seu Governo, mas desenganem-se». Vêm bater à porta errada», afirma o primeiro-ministro. De facto ao lermos este tipo de afirmações verificamos o autoritarismo do governo, começamos a criar nas pessoas o desânimo, pois ele não conhece a realidade em que vivem os mais desfavorecidos, os pobres, os doentes. A crise instalada no país vai levar o povo a pensar que tudo isto é o caminho para a ditadura, e a livre expressão conquistada no 25 de Abril está a desmoronar-se lentamente.

Como já se esperava, a apoiante de Manuel Alegre às eleições presidenciais aproveitou a apresentação da sua moção «Solidariedade, Cidadania» para apontar o dedo à governação de José Sócrates e explicar que «uma das lacunas do Governo e do PS» é a falta de democracia participativa. Roseta mostrou o seu desagrado por receber a «etiqueta de oposição interna de cada vez» que quer «questionar alguma medida». Não é só o povo descontente com o governo, é Portugal descontente.

«A verdade é só uma: estamos a melhorar» Afirmação do primeiro ministro.  Onde? Em quê? De que forma?

Depois de «arrumar» as críticas e relembrar a maioria absoluta do Governo, um cartão verde dos portugueses para que as mudanças do Executivo sejam levadas avante, Sócrates conclui que «a verdade é só uma: estamos a melhorar». Com «mais emprego. Melhor economia. Menos pobreza. Pensões mais garantidas. Um educação melhor».  Quem está a fazer estas estatísticas deve voltar à escola, porque o que se vê no dia a dia é tudo a piorar. As condições de vida dos portugueses pioraram.

Entre os recados ao PS e a mensagem ao país, o primeiro-ministro teve tempo ainda para apontar o caminho das «reformas estruturais para problemas estruturais» do país, o que na verdade é, segundo Sócrates, «o programa de uma esquerda moderna».

Da reforma da «administração pública», passando pela «segurança social», «justiça» e «Plano Tecnológico», «há uma coisa de que ninguém tem dúvidas: é de que o PS, no Governo, não perdeu tempo e pôs em marcha um ambicioso conjunto de reformas, porque não há tempo a perder para modernizar Portugal».  Modernizar Portugal é colocar alunos em contentores, fechar escolas com condições e amontoar alunos nas escolas velhas, é retirar benefícios aos trabalhadores e exigir deles mais trabalho, é fechar maternidades e enviar mães grávidas para hospitais longe de casa, é fazer com que os velhinhos por falta de centros de saúde morram mais cedo para

assim encher os cofres do estado com o dinheiro da mão de obra barata, é aumentar os preços dos medicamentos e retirar as comparticipações de medicamentos exigidos a doenças crónicas, é muito mais…uma politica economicista de arrasar com o pobre e beneficiar os ricos, é o dar um aumento de 2,5% ou 3% com muita luta e oferecer à classe politica o dobro, isto é “o programa de uma esquerda moderna”

As reformas do PS exigem coragem, garante Sócrates, «mas essa é a marca da esquerda, não se resignar perante o destino, não temer as dificuldades, querer mudar». Sem dúvida exige coragem para “calcar” os mais desprotegidos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

por sednaa às 15:24

1 comentário

De Socrates a 11.11.2006 às 20:20

José Sócrates só sabe ler discursos feitos pelos especialistas, se lhe tirarem os discursos só sabe dizer sim, não, falo mais tarde, agora não falo...esperem por mim no poleiro acima de todos e aí eu falo. Este congresso em Santarem está a ser de facto visivel, o partido não está unido.

Comentar post



Comentários recentes

  • Anónimo

    Este paraquedista so falou da zona de lazer de Aze...

  • Anónimo

    APOIADO NO QUE AFIRMASMUITO OBRIGADO

  • Anónimo

    Acham que esse candidato deveria ter ganho? Para u...

  • Anónimo

    TU DEVES SER MAIS QUE PARVO, OU TENS UM RABO MUITO...

  • Anónimo

    comentário do dia das eleições, só falta o padre d...

  • Gertrudes Pinheiro

    Olá Kaskaedeskaska a Banana!Alguém me sabe dizer q...

  • Anónimo

    Os ratos fugiram. Vão ter que mentir e depois resp...

  • Anónimo

    vai haver festa

  • Anónimo

    Fiquei CHOCADA com a falta de informação deste com...

  • Anónimo

    Tudo seria fácil se o senhor Delfim Silva tivesse ...